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María Bonita

Carmen Silva

Maria Bonita

Recordar-te de Acapulco, daquelas noites
Maria Bonita, Maria, querida
Da praia deserta e escura, toda brancura
Era uma estrela do céu caída

Teu corpo que o mar beijava
Lançando as ondas
Para alcançá-lo, não o alcançava
Confesso que ao contemplá-lo
Confesso com sentimento
Meu pensamento, ai!
Me atraiçoava

Eu disse muitas palavras
Dessas que a gente diz docemente dos seus anseios
Eu digo que me entendesses, que convertesses
Em realidade meus devaneios

A lua que nos olhava
Foi se escondendo discretamente na noite calma
Eu reconhecidamente cheguei-me para beijar-te
E em beijos dar-te, ah! Toda minh’alma

Amor, sei que tivestes muitos amores
Maria Bonita, Maria, querida
Porém nenhum tão honrado, tão brando
Como o que eu juro por minha vida

Te trago cheio de flores para oferta-te
Para adorar-te de alma ajoelhada
Recebe-o emocionada
E jurar-me que não mentes
Porque te sentes idolatrada

María Bonita

Recordarte de Acapulco, de esas noches
María Bonita, María, querida
De la playa desierta y oscura, toda blancura
Era una estrella del cielo caída

Tu cuerpo que el mar besaba
Lanzando las olas
Para alcanzarlo, no lo alcanzaba
Confieso que al contemplarlo
Confieso con sentimiento
Mi pensamiento, ¡ay!
Me traicionaba

Dije muchas palabras
De esas que uno dice dulcemente de sus anhelos
Digo que me entendieras, que convirtieras
En realidad mis ensoñaciones

La luna que nos miraba
Fue escondiéndose discretamente en la noche tranquila
Reconocidamente me acerqué para besarte
Y en besos darte, ¡ah! Toda mi alma

Amor, sé que tuviste muchos amores
María Bonita, María, querida
Pero ninguno tan honrado, tan tierno
Como el que juro por mi vida

Te traigo lleno de flores para ofrecerte
Para adorarte de alma arrodillada
Recíbelo emocionada
Y júrame que no mientes
Porque te sientes idolatrada

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