Vinte e Nove Anos
Convidei os meus amigos
Pra comigo festejar
Os meus vinte e nove anos
Ninguém veio me abraçar
Uma mesa tão bonita
Preparei com tanto gosto
Em vinte e nove longos anos
Foi o meu maior desgosto
Em vinte e nove longos anos
Foi o meu maior desgosto
Meus amigos
Eu pensei que fossem de verdade
Eu fui sempre tão amiga
E desinteressada
Agora vejo
Que eu era cercada só de falsidade
Uma agonia o meu peito invade
Eu não mereço ser tão desprezada
Agora vejo
Que eu era cercada só de falsidade
Uma agonia o meu peito invade
Eu não mereço ser tão desprezada
Eu então saí pra rua
E os mendigos eu chamei
Pra brindar junto comigo
E confesso que chorei
Vendo aquela gente humilde
Ao redor da minha mesa
Lentamente a alegria
Tomou conta da tristeza
Lentamente a alegria
Tomou conta da tristeza
Foi assim que senti a força
Da simplicidade
Onde tudo é pureza
E sem maldade
De nada vale a riqueza
Se eu nunca tive amigos
Foi na pobreza daqueles mendigos
Que encontrei pra sempre felicidade
De nada vale a riqueza
Se eu nunca tive amigos
Foi na pobreza daqueles mendigos
Que encontrei pra sempre felicidade
Veintinueve Años
Convoqué a mis amigos
Para celebrar conmigo
Mis veintinueve años
Nadie vino a abrazarme
Una mesa tan bonita
Preparé con tanto gusto
En veintinueve largos años
Fue mi mayor desilusión
En veintinueve largos años
Fue mi mayor desilusión
Mis amigos
Pensé que eran de verdad
Siempre fui tan amiga
Y desinteresada
Ahora veo
Que estaba rodeada solo de falsedad
Una agonía invade mi pecho
No merezco ser tan despreciada
Ahora veo
Que estaba rodeada solo de falsedad
Una agonía invade mi pecho
No merezco ser tan despreciada
Entonces salí a la calle
Y llamé a los mendigos
Para brindar conmigo
Y confieso que lloré
Viendo a esa gente humilde
Alrededor de mi mesa
Poco a poco la alegría
Se apoderó de la tristeza
Poco a poco la alegría
Se apoderó de la tristeza
Así fue como sentí la fuerza
De la sencillez
Donde todo es pureza
Y sin maldad
De nada vale la riqueza
Si nunca tuve amigos
Fue en la pobreza de esos mendigos
Donde encontré la felicidad para siempre
De nada vale la riqueza
Si nunca tuve amigos
Fue en la pobreza de esos mendigos
Donde encontré la felicidad para siempre
Escrita por: Arthur Moreira / Sebastião Ferreira da Silva