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Mediodía

Carne Nua

Meio Dia

Hoje eu acordei e olhei o mundo da janela
Vi gente matando por setenta e duas virgens belas
Vi dilacerada toda uma inocência
Vi o fanatismo ordenando obediência

Hoje eu acordei desejando paciência
Vi meu coração sem você em decadência
Hoje eu vi um brilho no olhar de uma criança
Vi que pode haver ainda um fio de esperança

De manhã estou sozinho
À tarde estou me curando
A porta do dia é o caminho
Para à noite eu estar delirando

Hoje eu acordei e vi minha alma no espelho
Refletindo minhas dores, projetando os meus medos
Ajoelhado, acorrentado, ouça o meu apelo
Espelho que se quebra é o azar que eu não desejo

De manhã estou sozinho
Á tarde estou me curando
A porta do dia é o caminho
Para á noite eu estar delirando

De manhã estou sozinho
À tarde estou me curando
A porta do dia é o caminho
Para à noite eu estar delirando

Mediodía

Hoy me desperté y miré el mundo desde la ventana
Vi gente matando por setenta y dos vírgenes bellas
Vi destrozada toda una inocencia
Vi el fanatismo ordenando obediencia

Hoy me desperté deseando paciencia
Vi mi corazón sin ti en decadencia
Hoy vi un brillo en los ojos de un niño
Vi que aún puede haber un hilo de esperanza

Por la mañana estoy solo
Por la tarde estoy sanando
La puerta del día es el camino
Para por la noche estar delirando

Hoy me desperté y vi mi alma en el espejo
Reflejando mis dolores, proyectando mis miedos
Arrodillado, encadenado, escucha mi súplica
Espejo que se quiebra es la mala suerte que no deseo

Por la mañana estoy solo
Por la tarde estoy sanando
La puerta del día es el camino
Para por la noche estar delirando

Por la mañana estoy solo
Por la tarde estoy sanando
La puerta del día es el camino
Para por la noche estar delirando

Escrita por: Gleyson Fonseca