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Isla Magnética

Carol e Ana Tereza

Ilha Magnética

Oh! Que horizonte belo
De se refletir
Outro dia me disseram
Que o amor nasceu aqui
Saio detrás do Sol
Com um jeito de guri
Tanto o novo como o leve
O amor nasceu aqui
Ponta d'Areia, Olho d'Água e Araçagi
Mesmo estando na Raposa
Eu sempre vou ouvir
A natureza me falando
Que o amor nasceu aqui
Oh que ilha inexata
Quando toca o coração
Eu te toco
E tu me tocas
Cá nas cordas do violão
E se um dia eu for embora
Pra bem longe desse chão
Eu jamais te esquecerei
São Luís do Maranhão

Poema: Canção sem rima para uma ilha

Sou velha e moça ao mesmo tempo
Pois nasci ontem e continuo hoje
Tão bela como uma estrela
Fui descoberta por portugueses
Franceses dominaram meu coração
E hoje pertenço integralmente a brasileiros
Canhões antigos cantam hinos de glória
Nas minhas praias mescladas de cinza e azul
As minhas igrejas entoam hosanas seculares
E dos seus musgos escorrem aleluias de um passado
Que será perpétuo e que será perene
Ainda há nas minhas ruas a musicalidade dos bondes
Arrastados por burricos sonolentos e tardos
Nas noites de Lua cheia passeiam lendas pelas minhas calçadas
Subindo e descendo as minhas ladeiras
Eu sou o passado em harmonia com o presente
Eu sou a tradição em luta com os costumes modernos
Eu sou o país dos azulejos, a catedral dos vitrais
A cidade dos sonhos, o reinado da poesia
Eu me chamo São Luís!

Isla Magnética

Oh! Qué hermoso horizonte
Para reflejarse
Otro día me dijeron
Que el amor nació aquí
Salgo tras el Sol
Con un aire de niño
Tanto lo nuevo como lo ligero
El amor nació aquí
Ponta d'Areia, Olho d'Água y Araçagi
Aunque esté en Raposa
Siempre escucharé
La naturaleza hablándome
Que el amor nació aquí
Oh, qué isla inexacta
Cuando toca el corazón
Te toco
Y tú me tocas
Aquí en las cuerdas de la guitarra
Y si un día me voy
Lejos de esta tierra
Nunca te olvidaré
São Luís do Maranhão

Poema: Canción sin rima para una isla

Soy vieja y joven al mismo tiempo
Pues nací ayer y sigo hoy
Tan bella como una estrella
Fui descubierta por portugueses
Franceses dominaron mi corazón
Y hoy pertenezco completamente a brasileños
Cañones antiguos cantan himnos de gloria
En mis playas mezcladas de gris y azul
Mis iglesias entonan hosannas seculares
Y de sus musgos fluyen aleluyas de un pasado
Que será perpetuo y perenne
Todavía hay en mis calles la musicalidad de los tranvías
Arrastrados por burros somnolientos y lentos
En las noches de Luna llena pasean leyendas por mis aceras
Subiendo y bajando mis cuestas
Soy el pasado en armonía con el presente
Soy la tradición en lucha con las costumbres modernas
Soy el país de los azulejos, la catedral de los vitrales
La ciudad de los sueños, el reino de la poesía
¡Me llamo São Luís!

Escrita por: Cesar Nascimento