Pensamentos aos Moinhos de Vento
Ao longe, naquela parede, afastado das luzes
quase como alguém imerso em um mar estrangeiro.
Difuso, mergulhado em tantas idéias, subversivas
que o fazem ver em sorrisos descontentamento e traição.
Carregar tuas caixas de pensamentos.
Retirar teus livros da água.
Ouvir o som de uma ignorância tão sutil
Como se ouve uma tempestade.
Triste dor de quem almeja por revoluções
enquanto caminhar e ferir teus pés em terrenos tão áridos
Quanta infâmia nestes sussurros
que ouvimos dos que fingem nos entender
ao nos fitar do alto de suas torres feitas de concreto
Enquanto escrevo eu já não posso mais
esperar que haja alguém
que decifre estas palavras
sobre as batalhas com o ninguém.
Pensamientos a los Molinos de Viento
A lo lejos, en esa pared, alejado de las luces
casi como alguien inmerso en un mar extranjero.
Difuso, sumergido en tantas ideas, subversivas
que lo hacen ver en sonrisas descontento y traición.
Cargar tus cajas de pensamientos.
Sacar tus libros del agua.
Escuchar el sonido de una ignorancia tan sutil
Como se escucha una tormenta.
Triste dolor de quien anhela revoluciones
mientras camina y lastima tus pies en terrenos tan áridos
Cuánta infamia en estos susurros
que escuchamos de quienes fingen entendernos
al mirarnos desde lo alto de sus torres de concreto.
Mientras escribo ya no puedo más
esperar que haya alguien
que descifre estas palabras
sobre las batallas con el nadie.
Escrita por: Gustavo Machado