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Caboclinha

Carreiro e Carreirinho

Caboclinha

Está fazendo muito tempo
Lembro como fosse agora
No dia seis de novembro
Meu amor se foi embora

Perdi minha caboclinha
Franqueza meus olhos chora
Não há coração que aguente
Perder quem a gente adora

Aquele rosto tão lindo
Me reflete toda hora
Quando vai caindo a noite
A solidão me apavora

É como disse o ditado
Homem que é homem não chora
Foi o amor, ficou saudade
A saudade me devora

Fico às vezes recordando
Como fui feliz outrora
Quando entramos na igreja
Em frente Nossa Senhora

Juramento que ela fez
Foi só da boca pra fora
Foi igual uma fumaça
Sobe no ar e evapora

Alguns amigos me confortam
Tem outros que ignora
Espero que com o tempo
A minha vida melhora

Ela partiu foi pra bem longe
Eu não sei onde ela mora
Lá se foi a estrela Dalva
Que entrou no romper da aurora

Caboclinha

Ha pasado mucho tiempo
Recuerdo como si fuera ahora
El seis de noviembre
Mi amor se fue

Perdí a mi caboclinha
Sinceramente, mis ojos lloran
No hay corazón que aguante
Perder a quien uno adora

Ese rostro tan hermoso
Se refleja todo el tiempo
Cuando cae la noche
La soledad me aterra

Es como dice el refrán
Hombre que es hombre no llora
Fue el amor, quedó la añoranza
La añoranza me consume

A veces recuerdo
Lo feliz que fui antes
Cuando entramos a la iglesia
Frente a Nuestra Señora

El juramento que ella hizo
Fue solo de palabra
Fue como el humo
Que sube al aire y se evapora

Algunos amigos me reconfortan
Otros me ignoran
Espero que con el tiempo
Mi vida mejore

Ella se fue lejos
No sé dónde vive
Allá se fue la estrella Dalva
Que entró al romper del alba

Escrita por: Carreirinho / Servente / Pedreiro