395px

Alambre de Púas

Carreiro e Pardinho Filho

Arame Farpado

Vou mudar de onde moro
Pra um lugar bem retirado
Não vou deixar endereço
Estou muito revoltado

Meus parentes são os dentes
Confirma o velho ditado
Morar perto de parente
É morar perto do diabo

Eu falo não são de todos
Vou deixar bem explicado
São esses da língua quente
Que tem o chifre furado

Parecem macaco velho
Que esqueceram o seu passado
Falando da vida alheia
Sentado em cima do rabo

Peço desculpa aos ouvintes
Se eu fui mal educado
Por deixar nesse disco
Um espaço reservado

O meu nome não é osso
Pra andar atravessado
Na boca desses coiotes
Dos dentes bem afiado

Eu tenho certos parentes
Que têm me criticado
Falando da minha vida
Isso me deixa irritado

Eu vou fazer um chicote
Feito de arame farpado
Pra fechar boca de sogra
E de uns dois ou três cunhados

Alambre de Púas

Voy a mudarme de donde vivo
A un lugar bien apartado
No dejaré dirección
Estoy muy enojado

Mis parientes son los dientes
Confirma el viejo dicho
Vivir cerca de parientes
Es vivir cerca del diablo

Hablo de no son todos
Lo dejaré bien explicado
Son los de lengua caliente
Que tienen el cuerno agujereado

Parecen monos viejos
Que olvidaron su pasado
Hablando de la vida ajena
Sentados sobre el trasero

Pido disculpas a los oyentes
Si fui mal educado
Por dejar en este disco
Un espacio reservado

Mi nombre no es un hueso
Para andar atravesado
En la boca de estos coyotes
Con los dientes bien afilados

Tengo ciertos parientes
Que me han criticado
Hablando de mi vida
Eso me irrita

Voy a hacer un látigo
Hecho de alambre de púas
Para cerrar la boca de la suegra
Y de unos dos o tres cuñados

Escrita por: CARREIRO / Praiano