Pepe e Affonso Encaram o Espaço Sideral
O cosmonauta sobe alto para testar
As engrenagens e
A solidão
Uma canção que toca aguda, singular
Nos seus ouvidos
Como mil outras
Foram feitos Um milhão de jeitos novos de morrer
Qual novidade há no amor?
Máquinas velozes turbinam nossa ambição
De aquietar-nos
De ter contato
Tão pouco mudou
Só porque tudo isso mudou
Tão pouco mudou
Só porque tudo isso mudou
Uma língua nasce prontas já para sumir
Velhos ditados
Ainda explicam
Uma ponte é erguida para a mesma gente se abrigar
Fugir dos mares
Ou dos desertos
A areia cobre a lama e as parabólicas
Pelo progresso ou por desdém
Um ou outro olha pro céu e se espanta com o que vê
A vida basta
Tão pouco mudou
Só porque tudo isso mudou
Tão pouco mudou
Só porque tudo isso mudou
Pepe y Affonso se enfrentan al Espacio Sideral
El cosmonauta sube alto para probar
Los engranajes y
La soledad
Una canción que suena aguda, singular
En sus oídos
Como mil otras
Se han inventado un millón de formas nuevas de morir
¿Qué novedad hay en el amor?
Máquinas veloces potencian nuestra ambición
De calmarnos
De tener contacto
Tan poco ha cambiado
Solo porque todo esto ha cambiado
Tan poco ha cambiado
Solo porque todo esto ha cambiado
Una lengua nace lista para desaparecer
Viejos dichos
Todavía explican
Se construye un puente para que la misma gente se refugie
Huir de los mares
O de los desiertos
La arena cubre el barro y las antenas parabólicas
Por el progreso o por desdén
Uno u otro mira al cielo y se asombra de lo que ve
La vida es suficiente
Tan poco ha cambiado
Solo porque todo esto ha cambiado
Tan poco ha cambiado
Solo porque todo esto ha cambiado
Escrita por: Gabriel A Reis / Rodrigo Paoli