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Pindorama

Carta de Nicolau

Pindorama

Te namorava nas calçadas do Pindorama
Em tarde quentes, ardentes, ventos de amor
Você com seu corpinho organizado
Eu todo de Tubarões da Cohab
Você me enfeitiçou

E sei te amei
Como ninguém
Cê foi embora
Cê foi capenga
Hoje não ninguém me tira
Dessa dose de tiquira

Eu te escorava na estrada do Cipoal
No bando da minha CG de prestação mensal
As carnaúbas dançando ao redor
As cabras cantam em B menor
E as águas do igarapé lavam o nosso suor

E sei te amei
Como ninguém
Cê foi embora, cê foi capenga
Hoje não ninguém me tira
Dessa marvarda da tiquira

Eu te arrochava nas calçadas do pindorama
Em goles lentos bebia o seu amor
A sede eu sentia, asilado
Me fazia um abestado do teu lado
Você me engabelou

E sei te amei
Como ninguém
Pergunto agora por que meu bem?
Fostes embora oh vilã
Do pindorama em uma van
Fostes embora oh cunhã
Do pindorama em uma van

Pindorama

Te cortejaba en las aceras de Pindorama
En tardes calurosas, ardientes, vientos de amor
Tú con tu cuerpecito organizado
Yo todo de Tubarões de la Cohab
Tú me embrujaste

Y sé que te amé
Como nadie
Te fuiste
Te fuiste cojeando
Hoy nadie me quita
De esta dosis de tiquira

Te sostenía en la carretera de Cipoal
En la pandilla de mi CG de pago mensual
Las carnaúbas bailando alrededor
Las cabras cantan en si menor
Y las aguas del arroyo lavan nuestro sudor

Y sé que te amé
Como nadie
Te fuiste, cojeando
Hoy nadie me quita
De esta maldita tiquira

Te apretaba en las aceras de Pindorama
En sorbos lentos bebía tu amor
La sed que sentía, aislado
Me hacía un tonto a tu lado
Tú me engañaste

Y sé que te amé
Como nadie
Me pregunto ahora por qué, mi amor?
Te fuiste, oh villana
De Pindorama en una camioneta
Te fuiste, oh hermana
De Pindorama en una camioneta

Escrita por: Marcos Fonteles