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Humano

Cartas de Bordeaux

Humano

Olha pelos olhos da razão
Não segregar, separar, disparar sem razão
Ir alem na sua concepção
Hoje sou eu sou assim, ontem não era não

Dei uma volta pela china
Fiz da mãe áfrica berço fiel
dancei com minha família indígena
Americano e depois fui europeu

Eu fui tudo o que eu podia ser
Nesse caminho para me conhecer

Ser humano e ponto final, sem divisa e sem distinção.

Justiça se faz com a reencarnação
Hoje sou eu sou assim, ontem não era não
De pátria em pátria, nação em nação
Hoje sou eu sou assim, ontem não era não

Eu fui escravo na Grécia antiga
Na Arábia eu era o sultão
Só mais um operário na Polônia
O que foi preciso para a evolução

Eu fui tudo o que eu podia ser
Nesse caminho para me conhecer

Quem criou a fronteira
Quem nomeou o chão
Quem decidiu, que era preciso a divisão
Quem levantou barreiras
Quem ergueu a solidão
Quem decidiu, que era preciso a divisão
Não foi deus

Humano

Mira a través de los ojos de la razón
No segregar, separar, disparar sin razón
Ir más allá en tu concepción
Hoy soy yo así, ayer no lo era

Di una vuelta por China
Hice de la madre África mi fiel cuna
Bailé con mi familia indígena
Americano y luego fui europeo

Fui todo lo que podía ser
En este camino para conocerme

Ser humano y punto final, sin división y sin distinción

La justicia se hace con la reencarnación
Hoy soy yo así, ayer no lo era
De patria en patria, nación en nación
Hoy soy yo así, ayer no lo era

Fui esclavo en la antigua Grecia
En Arabia era el sultán
Solo otro obrero en Polonia
Lo que fue necesario para la evolución

Fui todo lo que podía ser
En este camino para conocerme

Quién creó la frontera
Quién nombró el suelo
Quién decidió que era necesaria la división
Quién levantó barreras
Quién erigió la soledad
Quién decidió que era necesaria la división
No fue Dios

Escrita por: Giga Bordeaux Alexandre Gigante