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Vambora

Casa di Caboclo

Vambora

Rotina cansativa e eu finjo se vagabundo...
Melhor assim, mas não é bem assim...
Tem dia que desanima, isso depois vira rima
Ou se perde na fumaça da cidade
E aí realidade, sem graça, trombei você de novo
Prefiro a poesia, nos braços do meu povo
É bem mais atraente e mexe com meus sentidos
Escuto com meus olhos, enxergo com os ouvidos
E assim caminha o mundo...Pelo menos o meu!
Você não percebeu que o que você tem não me interessa
O show pra mim foi lindo, pra você tava vazio
Quero os melhores climas, você me lembra do frio
Espero não te ver pela manhã...
Sentirei cheiro de café, pegarei fruta no pé, vou caminhar a beira-mar
Ouvindo sussurrar, as mais belas mulheres, as mais belas canções...
Sol leve na minha pele e crianças jogando bola...
Sai fora, mais cinco minutinhos, no tempo do Martinho, devagar, devagarinho
Não puxa minha coberta, não abre essa janela
Não diz que tá na hora e que trabalho é meu pai nosso
Sonhei com um mundo belo e não quero seus destroços

São Paulo todo frio quando amanhece, na pressa do seu muito o que fazer
Na reza do paulista, trabalho é o pai nosso, é a prece de quem luta e que vencer

Vambora

Rutina agotadora y finjo ser vagabundo...
Mejor así, pero no es tan así...
Hay días que desaniman, eso luego se convierte en rima
O se pierde en el humo de la ciudad
Y ahí realidad, sin gracia, te encontré de nuevo
Prefiero la poesía, en los brazos de mi gente
Es mucho más atractivo y juega con mis sentidos
Escucho con mis ojos, veo con los oídos
Y así camina el mundo... ¡Al menos el mío!
No te diste cuenta de que lo que tienes no me interesa
El espectáculo fue hermoso para mí, para ti estaba vacío
Quiero los mejores climas, tú me recuerdas al frío
Espero no verte por la mañana...
Sentiré olor a café, tomaré fruta del árbol, caminaré por la orilla del mar
Escuchando susurrar, a las mujeres más bellas, las canciones más hermosas...
Sol suave en mi piel y niños jugando a la pelota...
Sal de aquí, solo cinco minutos más, en el tiempo de Martinho, despacio, despacito
No jales mi cobija, no abras esa ventana
No digas que es hora y que el trabajo es mi padre nuestro
Soñé con un mundo hermoso y no quiero tus ruinas

São Paulo todo frío cuando amanece, en la prisa de tu mucho por hacer
En la oración del paulista, el trabajo es nuestro padre nuestro, es la plegaria de quien lucha y quiere vencer

Escrita por: Crespo / Leo Cunha