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Cuando Soñé que Era Santo

Cascabulho

Quando Sonhei que Era Santo

São dois cantadores na feira das palhas
Cantando a nobreza mouros e ciganos

De Pernambuco à Paraíba
cantorias e reisados
mamulengos e fandangos
toque de baque virado para o mar
chapéu de palha e fumo grosso
guerra peixe em água fria
na chegança de marujo
"catimbó", "cana caiana", "carnaval"

Meu São Benedito
protetor das tentação

São emboladores, peço a padroeira, cantando aos mascates
velhas nas ladeiras

Passa avenida, passa carro, morre o trem
ferroviário
meu poema conselheiro
"travessia do cambaio", procissão...
meu São Benedito...

Cuando Soñé que Era Santo

Son dos cantantes en la feria de las pajas
Cantando la nobleza moros y gitanos

De Pernambuco a Paraíba
cantos y reisados
mamulengos y fandangos
toque de baque virado hacia el mar
sombrero de paja y tabaco grueso
guerra de peces en agua fría
en la llegada de marinero
'catimbó', 'cana caiana', 'carnaval'

Mi San Benito
protector de las tentaciones

Son emboladores, pido a la patrona, cantando a los mercachifles
viejas en las cuestas

Pasa la avenida, pasa el carro, muere el tren
ferroviario
mi poema consejero
'cruce del cambaio', procesión...
mi San Benito...

Escrita por: Silvério Pessoa