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Vendedor de Amendoim

Cascabulho

Vendedor de Amendoim

Faca de dois gumes pra quem pensar que sou otário
Se na roda de capoeira eu botei pra lascar, olha a faca! Lasca!

Faca, foice enxada fique sabendo é boca quente
Se na aldeia o que o índio quer é dançar, deixa o índio! Dança! Dança!

Quando pego Barro-Macaxeira
Avenida-norte Macaxeira
Vou pra Mirueira Macaxeira
Vejo nas favelas a vontade de ter chão, é lasca! É samba!

Na penitenciária, na Barreto de Campelo
Cada preso, cada mundo, cada sela, tudo sujo
Cada mente um submundo, falta espaço
E tem navalha pra quem se aproximar

Quem educa não educa, quem aprende não aprende
Quem ensina não ensina a escola tá na mente
O dinheiro faz história, é questão de consciência
Pois ninguém transforma ninguém
Ninguém transforma ninguém! É lasca!

Vendedor de Amendoim

Cuchillo de doble filo para aquellos que piensan que soy tonto
Si en la rueda de capoeira me metí a pelear, ¡mira el cuchillo! ¡Raja!

Cuchillo, hoz, azada, ten en cuenta que es boca caliente
Si en la aldea lo que el indio quiere es bailar, ¡deja al indio! ¡Baila! ¡Baila!

Cuando agarro Barro-Macaxeira
Avenida-norte Macaxeira
Voy a Mirueira Macaxeira
Veo en las favelas las ganas de tener suelo, ¡es raja! ¡Es samba!

En la penitenciaría, en Barreto de Campelo
Cada preso, cada mundo, cada celda, todo sucio
Cada mente un submundo, falta espacio
Y hay navaja para quien se acerque

Quien educa no educa, quien aprende no aprende
Quien enseña no enseña, la escuela está en la mente
El dinero hace historia, es cuestión de conciencia
Pues nadie transforma a nadie
¡Es raja!

Escrita por: Silvério Pessoa