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Primavera Vacía

Cascatinha e Inhana

Primavera Vazia

Junto a minha choça de sapé coberta
Eu plantei roseiras em diversas cores
Depois de seis meses ficarão crescidas
E se revestirão de bonitas flores

A minha cabocla toda sorridente
Respirava sempre perfumes sutis
Assim minha vida era um paraíso
Apesar de pobre eu era feliz

Uma dessas flores eu a conservava
O sonho sublime do meu grande amor
Era minha amada de rosto moreno
De olhar sereno enfeitiçador

Ao findar novembro as flores fugiram
Levando o perfume que exalava a aurora
A minha cabocla mudou de repente
Fez igual as flores, também foi embora

Só emitiu um bilhete que deixou escrito
Perdão te suplico, peço por favor
Preferi deixá-lo embora sofrendo
Porém compreendo, não lhe dei o amor

Ficou tão deserta a minha chocinha
Sem amor, sem flores, que desilusão
Como eu gostaria que ela voltasse
E me suplicasse a lhe dar perdão

Eu lhe peço perdão, amor

Primavera Vacía

Junto a mi choza de paja cubierta
Planté rosales de diversos colores
Después de seis meses crecerán
Y se cubrirán de bonitas flores

Mi mujer campesina, siempre sonriente
Respiraba perfumes sutiles
Así mi vida era un paraíso
Aunque pobre, era feliz

Una de esas flores la conservaba
El sublime sueño de mi gran amor
Era mi amada de rostro moreno
Con una mirada serena y hechizante

Al terminar noviembre, las flores se marcharon
Llevándose el perfume que exhalaba la aurora
Mi mujer campesina cambió de repente
Hizo lo mismo que las flores, también se fue

Solo dejó una carta escrita
Pidiendo perdón, te lo ruego por favor
Preferí dejarte aunque sufras
Pero entiendo, no te di amor

Mi choza quedó tan desolada
Sin amor, sin flores, qué desilusión
Cómo desearía que ella regresara
Y me pidiera perdón

Te pido perdón, amor

Escrita por: Dino Franco