Criação (part. Beth Vendramel)
Não vou bordar com perfeição as tuas linhas
Nem vou querer-te deusa pra me conservar
Eu desabrocho aquela flora que me aninha
Pra que possas, todavia, entender o meu lugar
Me obriguei a te fazer no meu terreno
Mas fugidias são as coisas que criei
Não quero mais a liberdade do sereno
Quero ver estrelas através de uma janela além
Já respirei as tuas nítidas palavras
Dizendo amores com a fragrância das loções
Vou jogar fora tudo o que tiver no bolso
Pra só caberem as noites que tu pressupões
Eu, por enquanto, te contemplo enquanto nino
O sono que em bancos de gares temos nós
Mas, por favor, me dá perdão, pois desafino
Quando o apito do trem se embaralha com a minha voz
Creación (feat. Beth Vendramel)
No voy a bordar con perfección tus líneas
Ni voy a quererte diosa para que me conserves
Desabrocho esa flor que me acurruca
Para que puedas, aún así, entender mi lugar
Me obligué a hacerte en mi terreno
Pero son escurridizas las cosas que creé
No quiero más la libertad del sereno
Quiero ver estrellas a través de una ventana más allá
Ya respiré tus nítidas palabras
Diciendo amores con la fragancia de las lociones
Voy a tirar todo lo que tenga en los bolsillos
Para que solo quepan las noches que tú presupones
Yo, por ahora, te contemplo mientras mecer
El sueño que en bancos de estaciones tenemos nosotros
Pero, por favor, dame perdón, pues desafino
Cuando el silbato del tren se mezcla con mi voz