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Ela

Cássio Gava

Ela

Que mulher!
Essa esfinge que nasce da minha voz
Esse sonho que cresce da minha mão
Canção de carne pedra e vento
E foram séculos de areia
E com pétalas do abismo
E os perfumes do trigo
Faço essa mulher

Que mulher!
Não tem fim e ainda assim vou retocar
Não tem fim e ainda assim vou detalhar
Canção de sangue pedra e mundo
E entalho fundo uma veia
E com labirintos da Espanha
E Orientes do Éden
Sonho essa mulher

Ousaria lembrar
Ela a que cantará?

Haveria de nos lembrar que estivemos lá?

Que mulher!
Não tem fim e ainda assim ai dói-me luz
Não tem fim e ainda assim oi dou-lhe voz
Canção de sonho pedra e tempo
E continuo eia! Eia!
Com a joia em fogo dos mares
E as abelhas da ilha
Canto essa mulher

Ousaria lembrar
Ela a que cantará?

Haveria de nos lembrar que estivemos lá?

Ela

Qué mujer!
Esta esfinge que nace de mi voz
Este sueño que crece de mi mano
Canción de carne, piedra y viento
Y fueron siglos de arena
Y con pétalos del abismo
Y los perfumes del trigo
Creo a esta mujer

Qué mujer!
No tiene fin y aún así voy a retocar
No tiene fin y aún así voy a detallar
Canción de sangre, piedra y mundo
Y grabo profundo una vena
Y con laberintos de España
Y Oriente del Edén
Sueño a esta mujer

¿Te atreverías a recordar
Ella, la que cantará?

¿Recordaría ella que estuvimos allí?

Qué mujer!
No tiene fin y aún así me duele la luz
No tiene fin y aún así le doy voz
Canción de sueño, piedra y tiempo
Y continúo, ¡vamos! ¡vamos!
Con la joya en llamas de los mares
Y las abejas de la isla
Canto a esta mujer

¿Te atreverías a recordar
Ella, la que cantará?

¿Recordaría ella que estuvimos allí?

Escrita por: Cássio Gava / Mário Montaut