Querência Amada
Deixei um dia minha terra bem distante
E sem destino me arribei pro mundo afora
Na despedida eu chorei por um instante
Depois sorrindo disse adeus e vim-me embora
Sempre cantando viajei por outras terras
Vi bravos mares, campos verdes, céu azul
Mas não esqueço a querência lá da serra
Só vejo em sonho o meu Rio Grande do Sul
Adeus Rio Grande, querência amada
Terra querida onde vivem os meus pais
Adeus gaúcha, linda gaúcha
Teus lindos olhos não esquecerei jamais
Tem certo dia que a tristeza me apavora
Eu me esforço para não chorar de saudade
Porém resisto ao desejo de ir embora
Quem foge à luta não é homem de verdade
Quero voltar ao Rio Grande algum dia
Para abraçar aquele povo tão gentil
De Porto Alegre vou rever Santa Maria
Cidade linda, capital estudantil
Adeus Rio Grande, querência amada
Terra querida onde vivem os meus pais
Adeus gaúcha, linda gaúcha
Teus lindos olhos não esquecerei jamais
Adeus gaúcha, linda gaúcha
Teus lindos olhos não esquecerei jamais
Querencia Amada
Dejé un día mi tierra muy lejana
Y sin rumbo me lancé al mundo afuera
En la despedida lloré por un instante
Luego sonriendo dije adiós y me fui
Siempre cantando viajé por otras tierras
Vi bravos mares, campos verdes, cielo azul
Pero no olvido la querencia allá en la sierra
Solo veo en sueños mi Río Grande del Sur
Adiós Río Grande, querencia amada
Tierra querida donde viven mis padres
Adiós gaucha, linda gaucha
Tus bellos ojos nunca olvidaré
Hay días en los que la tristeza me atemoriza
Me esfuerzo por no llorar de añoranza
Pero resisto al deseo de marcharme
Quien huye de la lucha no es hombre de verdad
Quiero regresar al Río Grande algún día
Para abrazar a ese pueblo tan amable
Desde Porto Alegre veré de nuevo a Santa María
Ciudad hermosa, capital estudiantil
Adiós Río Grande, querencia amada
Tierra querida donde viven mis padres
Adiós gaucha, linda gaucha
Tus bellos ojos nunca olvidaré
Adiós gaucha, linda gaucha
Tus bellos ojos nunca olvidaré
Escrita por: Benedito Seviero / LUIZ DE CASTRO