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Julieta

Castro Barbosa

Julieta

Julieta, não és mais um anjo de bondade
Como outrora sonhava
O teu Romeu Julieta
Tens a volúpia da infidelidade
E quem te paga as dívidas sou eu...

Julieta, tu não ouves meu grito de esperança
Que afinal de tão fraco não alcança
As alturas do teu arranha-céu
Tu decretaste a morte aos madrigais
E constróis um castelo de ideais
No formato elegante de um chapéu

Julieta, nem falar em Romeu tu hoje queres
Borboleta sem asas, tu preferes
Que te façam carícias de papel

Nos teus anseios loucos, delirantes
Em lugar de canções queres brilhantes
Em lugar de Romeu, um coronel!

Julieta

Julieta, ya no eres un ángel de bondad
Como solía soñar
Tu Romeo, Julieta
Tienes la lujuria de la infidelidad
Y quien paga tus deudas soy yo...

Julieta, no escuchas mi grito de esperanza
Que al final, tan débil, no alcanza
Las alturas de tu rascacielos
Has decretado la muerte a los madrigales
Y construyes un castillo de ideales
En el elegante formato de un sombrero

Julieta, hoy no quieres ni mencionar a Romeo
Mariposa sin alas, prefieres
Que te acaricien con papel

En tus anhelos locos, delirantes
En lugar de canciones quieres brillantes
En lugar de Romeo, ¡un coronel!

Escrita por: Eratóstenes Frazão 1931 / Noel Rosa