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Zebu de Cara Negra

Caxiné e Caxiado

Zebu da Cara Preta

Eu saí da minha casa
Com intenção de viajá
Fui conhecer Mato Grosso
E a capital Cuiabá
Cheguei na beira do rio
Passei pro lado de lá
Me ajustei com um boiadeiro
Homem cheio do dinheiro
Fazendeiro do lugá

No outro dia bem cedo
Fazendeiro veio explicá
Pros peão de mais corage
Levá boi pra vaciná
A boiada é perigosa
Não é bão facilitá
Eu entrei com a cara feia
Pegando o zebu pra oreia
Só ouvia o bicho berrá

No outro dia seguinte
Na entrada do currá
Mestiço da cara preta
Tentou de arrefugá
Revirou nos quatro pé
Na carreira pra escapá
Joguei o laço de tirão
Pealei com as duas mão
Virou de casco pro ar

As filhas do fazendeiro
Vieram pra observá
A Marica e a Tereza
Adele e Maria Guiomar
Chegaram assim de repente
Somente pra me salvá
Eu fiquei muito elevado
Naquele rosto corado
Que nasceu pra me judiá

A Mariquinha é bonita
É beleza pra se olhá
A Terezinha é uma flor
De formosura é igual
Adele ainda é uma rosa
Que nasceu lá no quintal
A Guiomar estava na frente
Foi quem me deixou doente
Que acabou de me matá

Zebu de Cara Negra

Salí de mi casa
Con intención de viajar
Fui a conocer Mato Grosso
Y la capital Cuiabá
Llegué a la orilla del río
Crucé al otro lado
Me asocié con un vaquero
Hombre lleno de dinero
Fazendeiro del lugar

Al día siguiente temprano
El fazendeiro vino a explicar
A los peones más valientes
Llevar el ganado a vacunar
La manada es peligrosa
No es bueno facilitar
Entré con la cara seria
Agarrando al zebu por la oreja
Solo escuchaba al animal berrear

Al día siguiente
En la entrada del corral
El mestizo de cara negra
Intentó escapar
Se revolcó en las cuatro patas
Corriendo para huir
Lancé el lazo con fuerza
Pelee con las dos manos
Lo volteé de casco para arriba

Las hijas del fazendeiro
Vinieron a observar
Marica y Tereza
Adele y María Guiomar
Llegaron de repente
Solo para salvarme
Me sentí muy elevado
En ese rostro sonrosado
Que nació para hacerme sufrir

Mariquinha es hermosa
Es belleza para admirar
Terezinha es una flor
De una belleza igual
Adele aún es una rosa
Que nació en el patio
Guiomar estaba al frente
Fue quien me dejó enfermo
Que terminó por matarme

Escrita por: Caxiado / Sebastião B. Rodrigues