Samba-Enredo 2024: Renascença Clube - Quilombo Urbano da Resistência Negra!
[Enredo: Quilombo Urbano da Resistência Negra!]
Cazuá de toda resistência
Onde a arte é consciência
Poesia mora lá, é lá
Templo ou palácio, um terreiro
De quem já nasceu herdeiro
De olorum e oxalá
Já morou no lins até sair
Pra fincar no andaraí
Sua sede, sua sede, a matriz
Não se amedrontou com a ditadura
Todo aquele que emoldura
Em seu peito a flor de liz
Beleza negra
Onde a raça se congraça
Onde a voz não tem mordaça
E impõe o seu valor
Orgulho negro
É a cura na cabaça
O quilombo que te abraça
Ante a força do opressor
Tornado que risca o chão em cada passo
Aquele negro apessoado
A estrutura fez tremer
Ao soul grand prix no tom do disco
Na barão de são francisco
Fez acontecer
Palmas pra Orfeu, anjo musical
E sem preconceito, o grande festival
Brilha no sagrado e no profano
Este meu quilombo urbano
De Dandara e zumbi
Bamba coração libertador
Samba do trabalhador
Peço licença a tia Nanci
Avante povo preto
A luta é a certeza, retinta realeza
O morro desce, jamais se ausenta
Sou flor da mina exaltando o Renascença
Samba-Enredo 2024: Renascença Clube - Quilombo Urbano da Resistência Negra!
[Enredo: Quilombo Urbano da Resistência Negra!]
Casa de toda resistencia
Donde el arte es conciencia
La poesía vive allí, es allí
Templo o palacio, un patio
De quien ya nació heredero
De olorún y oxalá
Ya vivió en Lins hasta salir
Para plantar en Andaraí
Su sede, su sede, la matriz
No se amedrentó con la dictadura
Todo aquel que enmarca
En su pecho la flor de lis
Belleza negra
Donde la raza se congrega
Donde la voz no tiene mordaza
E impone su valor
Orgullo negro
Es la cura en la cabeza
El quilombo que te abraza
Ante la fuerza del opresor
Tornado que marca el suelo en cada paso
Ese negro bien vestido
La estructura hizo temblar
Al soul grand prix en el tono del disco
En Barão de São Francisco
Hizo que sucediera
Aplausos para Orfeo, ángel musical
Y sin prejuicios, el gran festival
Brilla en lo sagrado y en lo profano
Este mi quilombo urbano
De Dandara y Zumbi
Bamba corazón liberador
Samba del trabajador
Pido permiso a tía Nanci
Adelante pueblo negro
La lucha es la certeza, realeza oscura
El morro desciende, jamás se ausenta
Soy flor de la mina exaltando al Renascença
Escrita por: Carlos Antônio Figueiredo de Souza “Totonho”, Jocélio Coutinho Marins “Célio do Balanço”,, Ronie de Oliveira Machado, Waltencir Bastos de Souza, Alexander Gomes dos Santos, Rebeca Monteiro Correa, Fabiano S