395px

Sede de Mim Mesmo

C.Dutché

Sede de Mim Mesmo

Eu não quero ser, lágrimas nos seus olhos
Eu não quero ser, um pesadelo nos seus sonhos
Eu não quero ser, mais um cupido apaixonado
Eu não quero ser, uma mentira na verdade

Eu não quero ser, uma agulha na sua pele
Eu não quero ser, o atrito em seus dentes
Eu não quero ser, uma chuva passageira
Eu não quero ser, um sonho que se acaba

E se vai não volta mais

Das suas preces, eu quero ser o seu nome
Do espelho, eu quero ser os seus olhos
Do seu sangue, eu quero ser o seu leito
De sua boca, eu quero ser o seu sorriso

E se você for um rio, eu quero ser a margem
Ser tocado ao frio e aos vendavais
Ha tanto tempo, entendo que sou a terra
Que espera que seu corpo se estenda sobre o meu

Se pareco noturno e imperfeito
Olhai-me de novo, pois olhei a mim mesmo
Como se você olhasse para mim
E seria como se fosse sede

Sede de Mim Mesmo

No quiero ser, lágrimas en tus ojos
No quiero ser, una pesadilla en tus sueños
No quiero ser, otro cupido enamorado
No quiero ser, una mentira en la verdad

No quiero ser, una aguja en tu piel
No quiero ser, el roce en tus dientes
No quiero ser, una lluvia pasajera
No quiero ser, un sueño que se acaba

Y si te vas, no vuelves más

De tus plegarias, quiero ser tu nombre
Del espejo, quiero ser tus ojos
De tu sangre, quiero ser tu lecho
De tu boca, quiero ser tu sonrisa

Y si eres un río, quiero ser la orilla
Ser tocado por el frío y los vendavales
Hace tanto tiempo, entiendo que soy la tierra
Que espera que tu cuerpo se extienda sobre el mío

Si parezco nocturno e imperfecto
Mírame de nuevo, pues me miré a mí mismo
Como si me miraras a mí
Y sería como si tuviera sed

Escrita por: C.Dutché