Laguna
Olha filha, quanto tempo
Eu desperdicei
Esse moço aqui na foto, eu juro
Que sou eu!
Balançando a mão ao vento
Com amigos meus
Meu sorriso não esconde que eu acreditei
E ninguém viu
Olha, filha, eu te juro que eu também sorri
Tinha sonhos, dores, vida
Que eu não me perdi
Tinha ela e eu no espaço, indo nos deitar
Seu sorriso me cercava feito um navio
A embarcar
Supostamente eu que fiz você entrar
Supostamente eu que fiz você ficar
Supostamente eu que disse “vamos lá”
A culpa nunca é sua, sempre eu que vou levar
(Juro, sempre que eu olho por cima desse muro
Vejo meus destroços nesse mar escuro
Gelo até os ossos, morto num segundo
Sempre que eu olho, sempre)
Onde tudo for pra sempre, onde vou estar
E se tudo for tão quente, permanecer lá
Te escrevo essas memórias pra você não ler
Laguna
Mira hija, cuánto tiempo
He desperdiciado
Este chico en la foto, te juro
¡Que soy yo!
Agitando la mano al viento
Con mis amigos
Mi sonrisa no oculta que creía
Y nadie vio
Mira, hija, te juro que también sonreí
Tenía sueños, dolores, vida
Que no perdí
Estaba ella y yo en el espacio, yendo a acostarnos
Su sonrisa me rodeaba como un barco
Zarpando
Supuestamente fui yo quien te hizo entrar
Supuestamente fui yo quien te hizo quedarte
Supuestamente fui yo quien dijo 'vamos'
La culpa nunca es tuya, siempre la llevaré yo
(Juro, cada vez que miro por encima de este muro
Veo mis destrozos en este mar oscuro
Me congelo hasta los huesos, muerto en un segundo
Siempre que miro, siempre)
Donde todo sea para siempre, donde estaré
Y si todo es tan intenso, permaneceré allí
Te escribo estos recuerdos para que no los leas