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Moreno

Cecitônio Coelho

Moreno

Índio caboclo mestiço ou mulato
Sem rumo exato sem forma ou razão
Fuja se não eu te mato
Menino levado de tanta paixão
Queria ficar ao teu lado
O tempo exato findar a solidão
Mas não mereço teu braço
Teu corpo suado nem sua atenção

Pois sei medir meu espaço
E que no fundo me resta a doce ilusão
Meu olhar a ti caminhas
Tentando lhe penetrar
Mas tu não deixas moreno

Moreno que me cala ao olhar
Arrepia ao tocar...alegra ao sorrir
Excita ao falar moreno de índio
Caboclo mestiço ou mulato

Tua voz é que nem beijo suave
Que nem onda quando quebra
Que nem sol quando nasce
Que nem lua cheia que entonteia
Com seu luminar...ah!

Tu moreno
És brilho alívio um tranquilizante
Tu moreno és meu bem querer
E tanto faz se índio caboclo mestiço ou mulato
És meu moreno de pele corpo e cor

E a ilusão torna-se realidade
Nos fantásticos momentos
Em que estou ao seu lado moreno

Moreno

Indio mestizo o mulato
Sin rumbo exacto, sin forma o razón
Huye si no, te mato
Niño travieso de tanta pasión
Quería estar a tu lado
El tiempo exacto para acabar con la soledad
Pero no merezco tu abrazo
Tu cuerpo sudado ni tu atención

Porque sé medir mi espacio
Y que en el fondo me queda la dulce ilusión
Mi mirada hacia ti camina
Intentando penetrarte
Pero tú no dejas moreno

Moreno que me calla con la mirada
Estremece al tocar...alegra al sonreír
Excita al hablar moreno de indio
Mestizo o mulato

Tu voz es como un beso suave
Como una ola al romper
Como el sol al nacer
Como la luna llena que embriaga
Con su resplandor...¡ah!

Tú moreno
Eres brillo, alivio, un tranquilizante
Tú moreno eres mi querer
Y da igual si eres indio, mestizo o mulato
Eres mi moreno de piel, cuerpo y color

Y la ilusión se convierte en realidad
En los momentos fantásticos
En los que estoy a tu lado moreno

Escrita por: Cecitonio Coelho / Danielli Coutinho