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Alma Sertaneja

Celestino e Gardel

Alma Sertaneja

Quem não conhece um ranchinho ao pé da serra
E um sertanejo dedilhando um violão
Contando com a sua própria garganta
Em poesias as belezas do sertão

Venham ver o meu sertão todo florido
Gotas de orvalhos deslizando nas palmeiras
Sentir o cheiro da poeira da boiada
Ouvir murmúrio de bonitas cachoeiras

Acordar todos os dias com o canto
Do galo índio despertador do sertão
Cavalgar pelas campinas verdejantes
Fazer pousada sob o teto de um galpão

Se nada disso já fizeste deve saber
Para sentir o prazer de admirar
Você então irá viver junto comigo
Eu encontrei um céu na terra pra morar

Festas de Reis, de São Pedro e Santo Antônio
De Santana e também de São João
Das novenas a gente jamais esquece
Do povo amigo que mantem a tradição

Tudo isso que lhes digo é verdade
Eu adoro este povo tão gentil
Eles formam a corrente do progresso
E o folclore sertanejo do Brasil

Alma Sertaneja

Quien no conoce un ranchito al pie de la sierra
Y un campesino tocando la guitarra
Cantando con su propia voz
En poesías las bellezas del campo

Vengan a ver mi campo todo florecido
Gotas de rocío deslizándose en las palmeras
Sentir el olor del polvo de la manada
Escuchar el murmullo de bonitas cascadas

Despertar todos los días con el canto
Del gallo criollo despertador del campo
Cabalgar por los campos verdeantes
Hacer posada bajo el techo de un galpón

Si nada de esto has hecho, debes saber
Para sentir el placer de admirar
Entonces vivirás junto a mí
Encontré un cielo en la tierra para habitar

Fiestas de Reyes, de San Pedro y San Antonio
De Santa Ana y también de San Juan
De las novenas nunca olvidamos
Del pueblo amigo que mantiene la tradición

Todo esto que les digo es verdad
Adoro a esta gente tan amable
Ellos forman la cadena del progreso
Y el folclore campesino de Brasil

Escrita por: Paulo Santos / Rildo