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Identidad Campesina

Celio Taffuri

Identidade Caipira

Nasci na roça
E daqui ninguém me tira
Eu adoro Cambuquira
Me banho no ribeirão

A noite a Lua
Escoltada por safiras
Que o poeta inspira
Pra fazer uma canção

Tenho viola
Para eu dançar catira
E pinga com sucupira
Nas festas de São João

Tenho um cachorro
Pra gente caçar capira
Também um galo piquira
O relógio do sertão

Eu sou do campo
E a verdade eu estampo
Igualzinho um pirilampo
Com centelhas de nobreza

Sou ranca toco
Numa casa de reboco
Morada desse caboclo
Que estampa a natureza

Eu sou matuto
E não gosto de mentira
Eu só pesco com tuvira
Não gosto do lambari

Calça rancheira
Amarrada com imbira
Sou caboclo e sou mambira
Sou feliz vivendo aqui

Da natureza
Ar puro a gente respira
Na sombra da Guaiúvira
Armo a rede pra dormir

A identidade revelada
De um caipira
Que acredita em curupira
E na lenda do sací

Eu sou do campo
E a verdade eu estampo
Igualzinho um pirilampo
Com centelhas de nobreza

Sou ranca toco
Numa casa de reboco
Morada desse caboclo
Que estampa a natureza

Identidad Campesina

Nací en el campo
Y de aquí nadie me saca
Me encanta Cambuquira
Me baño en el arroyo

Por la noche la Luna
Escoltada por zafiros
Que inspiran al poeta
Para hacer una canción

Tengo una guitarra
Para bailar catira
Y aguardiente con sucupira
En las fiestas de San Juan

Tengo un perro
Para cazar capira
También un gallo piquira
El reloj del sertón

Soy del campo
Y la verdad la estampo
Igual que un luciérnaga
Con destellos de nobleza

Soy rústico
En una casa de barro
Morada de este campesino
Que estampa la naturaleza

Soy campesino
Y no me gusta la mentira
Solo pesco con tuvira
No me gusta el lambarí

Pantalón campero
Atado con bejuco
Soy campesino y soy mambira
Soy feliz viviendo aquí

De la naturaleza
Aire puro respiramos
En la sombra del Guayuvira
Armo la hamaca para dormir

La identidad revelada
De un campesino
Que cree en el curupira
Y en la leyenda del sací

Soy del campo
Y la verdad la estampo
Igual que un luciérnaga
Con destellos de nobleza

Soy rústico
En una casa de barro
Morada de este campesino
Que estampa la naturaleza

Escrita por: PARAENSE / João Miranda