Duas e Quinze
DUAS E QUINZE
(Ivan Lins e Celso Viáfora
Duas e quinze eu ouço cantar um galo
meio empurrando a noite pro sol nascer
Faz um silêncio de ensurdecer
Ninguém para aparecer
Saudade dá de você, São Paulo...
Essa de ficar na paz
pousar na rede e repousar
no começo é bom demais
mas, depois, bate o vazio
E vem a pergunta imbecil:
"O que eu tô fazendo aqui?"
Sem o que cansar
para que dormir?
Duas e quinze...
É melhor poder parar
no rush pra qualquer lugar
do que o trânsito fluir
e não ter pra onde ir
Sou mais o barulho infernal
do coro da multidão
ter alguém pra rir
repartir o caos
Duas e quinze...
Para que pescar pacu
de bote no meio do rio
se tem homem pra danar
se ninguém dá nem um pio
Lá no meu boteco
tem samba, tem caxambu
moça pra casar
tem até pacu!
Duas e quinze...
Dos y Quince
DOS Y QUINCE
(Ivan Lins y Celso Viáfora)
Dos y quince escucho cantar un gallo
empujando la noche para que salga el sol
Un silencio ensordecedor
Nadie aparece
Extraño tu presencia, São Paulo...
Estar en paz
descansar en la hamaca y relajarse
al principio es genial
pero luego, llega el vacío
Y surge la estúpida pregunta:
'¿Qué estoy haciendo aquí?'
Sin nada que hacer
¿Para qué dormir?
Dos y quince...
Es mejor poder detenerse
en cualquier lugar sin prisas
que fluir con el tráfico
y no tener a dónde ir
Prefiero el ruido infernal
del coro de la multitud
tener a alguien con quien reír
compartir el caos
Dos y quince...
¿Para qué pescar pacú
en una balsa en medio del río
si hay hombres para bailar
y nadie dice ni mu?
En mi bar de siempre
hay samba, hay cachaça
una chica para casarse
¡incluso hay pacú!
Dos y quince...
Escrita por: Ivan Lins, Celso Viafora