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Gestos Materiales

Centoecinco

Gestos Materiais

Já não bastava a chuva e agora os vendavais
Já não há força não há imortais
Fecham-se as portas aos olhares maternais
É frágil a memória, os laços são desleais

A razão é pequena mas os esforços são fracos
É fácil seduzir outros em jogos baratos
E essas pobres almas esses retratos
Não passam de espelhos tão opacos

Porque o mundo já não devolve o tempo que passou
Já nada trás de novo o que nos juntou
O tempo é escasso, os trabalhos são demais
Não há quem resista a estes gestos materiais

Falam severamente de causas despidas
Falsas tristezas, friezas escondidas
No final de contas são palavras mentidas
Lêem-se historias para sempre perdidas

Porque o mundo já não devolve o tempo que passou
Já nada trás de novo o que nos juntou
O tempo é escasso, os trabalhos são demais
Não há quem resista a estes gestos materiais

Porque o mundo já não devolve o tempo que passou
Já nada trás de novo o que nos juntou
O tempo é escasso, os trabalhos são demais
Não há quem resista a estes gestos materiais

Gestos Materiales

Ya no bastaba la lluvia y ahora los vendavales
Ya no hay fuerza, no hay inmortales
Se cierran las puertas a las miradas maternales
Es frágil la memoria, los lazos son desleales

La razón es pequeña pero los esfuerzos son débiles
Es fácil seducir a otros en juegos baratos
Y esas pobres almas, esos retratos
No son más que espejos tan opacos

Porque el mundo ya no devuelve el tiempo que pasó
Ya nada trae de nuevo lo que nos unió
El tiempo es escaso, los trabajos son demasiados
No hay quien resista a estos gestos materiales

Hablan severamente de causas desnudas
Falsas tristezas, frialdades escondidas
Al final de cuentas son palabras mentidas
Se leen historias para siempre perdidas

Porque el mundo ya no devuelve el tiempo que pasó
Ya nada trae de nuevo lo que nos unió
El tiempo es escaso, los trabajos son demasiados
No hay quien resista a estos gestos materiales

Porque el mundo ya no devuelve el tiempo que pasó
Ya nada trae de nuevo lo que nos unió
El tiempo es escaso, los trabajos son demasiados
No hay quien resista a estos gestos materiales

Escrita por: Nuno Alves