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Viejo órgano de manivela

César Mocarzel

Velho Realejo

Foi no bilhete de um velho realejo
Mesmo antigo e sem arpejo
Que vi a sorte mudar
Eu que andava pela vida tão sozinho
Tropecei em teu caminho
Me perdi em teu olhar

Foi no bilhete de um velho realejo
Mesmo antigo e sem arpejo
Que vi a sorte mudar
Eu que andava pela vida tão perdido
Em teus olhos vi sentido
Fiz meu porto em teu olhar

Que faço agora
Pra matar o meu desejo?
De te amar, te dar um beijo
Se não sei mais esperar

Tu vais embora
Eu peço a Nossa Senhora
Que em milagre corra as horas
Pra de novo te encontrar

Tu vais embora
Eu peço a Nossa Senhora
Que em milagre pare as horas
Para quando eu te encontrar

Me lembro bem daquele velho realejo
Mesmo antigo e sem arpejo
Minha sorte fez mudar

Eu que andava pela vida tão sozinho
Me achei em teu caminho
Me encontrei em teu olhar
Me lembro bem daquele velho realejo
Mesmo antigo e sem arpejo
Minha sorte fez mudar

Eu que andava pela vida tão perdido
Em teu colo fiz abrigo
Em teus braços fui morar

Me da um beijo
Mata logo o meu desejo
Que vem sempre que te vejo
E não sei como parar

Tu vais embora
Pra lá de Juiz de Fora
Porto, Faro, mundo afora
Meu destino é te esperar

Tu vais embora
Eu peço a Nossa Senhora
Numa prece, sem demora
Para sempre te amar

Viejo órgano de manivela

Fue en la nota de un viejo órgano de manivela
Aunque antiguo y sin arpegio
Que vi la suerte cambiar
Yo que andaba por la vida tan solo
Tropecé en tu camino
Me perdí en tu mirada

Fue en la nota de un viejo órgano de manivela
Aunque antiguo y sin arpegio
Que vi la suerte cambiar
Yo que andaba por la vida tan perdido
En tus ojos vi sentido
Hice mi puerto en tu mirada

¿Qué hago ahora
Para calmar mi deseo?
De amarte, darte un beso
Si ya no sé esperar

Te vas
Le pido a Nuestra Señora
Que en un milagro corra las horas
Para encontrarte de nuevo

Te vas
Le pido a Nuestra Señora
Que en un milagro detenga las horas
Para cuando te encuentre

Recuerdo bien aquel viejo órgano de manivela
Aunque antiguo y sin arpegio
Mi suerte cambió

Yo que andaba por la vida tan solo
Me encontré en tu camino
Me hallé en tu mirada
Recuerdo bien aquel viejo órgano de manivela
Aunque antiguo y sin arpegio
Mi suerte cambió

Yo que andaba por la vida tan perdido
En tu regazo encontré refugio
En tus brazos fui a vivir

Dame un beso
Calma mi deseo de una vez
Que surge cada vez que te veo
Y no sé cómo detenerlo

Te vas
Más allá de Juiz de Fora
Puerto, Faro, por el mundo
Mi destino es esperarte

Te vas
Le pido a Nuestra Señora
En una oración, sin demora
Para amarte por siempre

Escrita por: César Mocarzel