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Alma de Frontera

César Oliveira e Rogério Melo

Alma de Fronteira

Chapéu tapeado pra enxergar de ponta a ponta
Lenço vermelho, bandeira de um maragato
Estampa guapa, tronqueira do nosso Estado
Enforquilhado num Baio Ovo de Pato

Espora buena, buzinuda, tilintando
Marca o compasso do meu pingo troteador
Jeito atrevido de quem vem pedir bolada
Alma tisnada da poeira do corredor
Jeito atrevido de quem vem pedir bolada
Alma tisnada da poeira do corredor

Trago, em reponte, batidas de algum cincerro
Gritos de forma, por isso, sou da fronteira
Meu berço xucro, sagrado torrão sulino
Onde um teatino cheira à terra de mangueira

Trago, em reponte, batidas de algum cincerro
Gritos de forma, por isso, sou da fronteira
Meu berço xucro, sagrado torrão sulino
Onde um teatino cheira à terra de mangueira

Me criei taura laçando e boleando potro
E abrindo a perna de alguma bolcada feia
Quando preciso, abro o peito, companheiro
Porque um fronteiro não se enreda nas maneias

O meu cantar fala de doma e campereada
A minha voz é xucra igual berro de touro
E as minhas penas são queimaduras de laço
Que, num guascaço, nos deixam marcas no couro
E as minhas penas são queimaduras de laço
Que, num guascaço, nos deixam marcas no couro

Trago, em reponte, batidas de algum cincerro
Gritos de forma, por isso, sou da fronteira
Meu berço xucro, sagrado torrão sulino
Onde um teatino cheira à terra de mangueira

Trago, em reponte, batidas de algum cincerro
Gritos de forma, por isso, sou da fronteira
Meu berço xucro, sagrado torrão sulino
Onde um teatino cheira à terra de mangueira

Trago, em reponte, batidas de algum cincerro
Gritos de forma, por isso, sou da fronteira
Meu berço xucro, sagrado torrão sulino
Onde um teatino cheira à terra de mangueira

Trago, em reponte, batidas de algum cincerro
Gritos de forma, por isso, sou da fronteira
Meu berço xucro, sagrado torrão sulino
Onde um teatino cheira à terra de mangueira
Meu berço xucro, sagrado torrão sulino
Onde um teatino cheira à terra de mangueira

Alma de Frontera

Sombrero ajustado para ver de punta a punta
Pañuelo rojo, bandera de un maragato
Estampa elegante, tranquera de nuestro Estado
Enjaezado en un Baio Huevo de Pato

Espuela buena, ruidosa, tintineando
Marca el compás de mi caballo trotador
Modo atrevido de quien viene a pedir dinero
Alma manchada del polvo del corredor
Modo atrevido de quien viene a pedir dinero
Alma manchada del polvo del corredor

Traigo, en repunte, golpes de alguna campana
Gritos de forma, por eso, soy de la frontera
Mi cuna rústica, sagrado terruño sureño
Donde un teatino huele a tierra de manguera

Traigo, en repunte, golpes de alguna campana
Gritos de forma, por eso, soy de la frontera
Mi cuna rústica, sagrado terruño sureño
Donde un teatino huele a tierra de manguera

Me crié taurino lazo y boleando potro
Y abriendo la pierna de alguna caída fea
Cuando es necesario, abro el pecho, compañero
Porque un fronterizo no se enreda en las riendas

Mi canto habla de doma y jineteada
Mi voz es rústica como el bramido de un toro
Y mis penas son quemaduras de lazo
Que, en un guascazo, nos dejan marcas en el cuero
Y mis penas son quemaduras de lazo
Que, en un guascazo, nos dejan marcas en el cuero

Traigo, en repunte, golpes de alguna campana
Gritos de forma, por eso, soy de la frontera
Mi cuna rústica, sagrado terruño sureño
Donde un teatino huele a tierra de manguera

Traigo, en repunte, golpes de alguna campana
Gritos de forma, por eso, soy de la frontera
Mi cuna rústica, sagrado terruño sureño
Donde un teatino huele a tierra de manguera

Traigo, en repunte, golpes de alguna campana
Gritos de forma, por eso, soy de la frontera
Mi cuna rústica, sagrado terruño sureño
Donde un teatino huele a tierra de manguera

Traigo, en repunte, golpes de alguna campana
Gritos de forma, por eso, soy de la frontera
Mi cuna rústica, sagrado terruño sureño
Donde un teatino huele a tierra de manguera
Mi cuna rústica, sagrado terruño sureño
Donde un teatino huele a tierra de manguera

Escrita por: Rogerio Villagran