395px

The 'Crazy' from the border

César Oliveira e Rogério Melo

Os "Loco" Lá da fronteira

Agora vai!
Semo bem loco, loco de bueno
Mas temo veneno na folha da faca
Quando o sangue ferve viremo a cabeça
Por Deus, paysano!

Vamo lá, Marcelo véio
Atraca a guitarrera
Não afroxemo nem os lançante
Pois semo loco de dá com um pau

Cruzemo a nado se o rio não dá vau
Neste mundo véio flor de cabuloso
E o mala bruja quando esconde o toso
Nós esporiamo bem no sangrador

Em rancho de China, se campiamo amor
Entremo sem sono e garantimo o poso
Em rancho de China, se campiamo amor
Entremo sem sono e garantimo o poso

Semo medonho no cabo da dança
Gostemo mesmo é do bochincho grosso
Que é pra sair tramando o pescoço
Ao trote largo nalguma rancheira
E bem campante, levantando poeira

Coisa gaúcha, vício de campanha
Limpemo a goela num trago de canha
Pois semo loco de lá da fronteira
Semo' bem loco, loco de bueno
Mas temo veneno na folha da faca

Quando o sangue ferve viremo a cabeça
Por Deus, paysano!
Ninguém ataca

Semo' bem loco, loco de bueno
Mas temo veneno na folha da faca
Quando o sangue ferve viremo a cabeça
Por Deus, paysano!
Ninguém ataca

Nós semo loco de lá da fronteira
De raça tranquila, mas de pouca cincha!
E de vereda quando o lombo incha
Saiam de perto, que a xucreza é tanta

Cremo em percanta que seja percanta
Apartemo os maula pra outra invernada
E a nossa bebida mais sofisticada
É canha gelada, num samba com Fanta
E a nossa bebida mais sofisticada
É canha gelada, num samba com Fanta

Nós semo loco, mas não semo bobo
Semo parceiro de quem é parceiro
Nas horas brabas e no entrevero
Nunca dexamo um amigo solito

Pode ser feio, pode ser bonito
Mas é nosso jeito de levar a vida
Por ser de campo e de gostar da lida
É que volta e meia nós preguemo o grito

Semo bem loco, loco de bueno
Mas temo veneno na folha da faca
Quando o sangue ferve viremo a cabeça
Por Deus, paysano!
Ninguém ataca

Semo, semo bem loco, loco de bueno
Mas temo veneno na folha da faca
Quando o sangue ferve viremo a cabeça
Por Deus, paysano!
Ninguém ataca

The 'Crazy' from the border

Now go!
We are quite crazy, crazy good
But we fear poison on the knife blade
When the blood boils, we turn our heads
By God, countryman!

Let's go, old Marcelo
Play the guitar
Let's not loosen the reins
Because we are crazy enough to hit hard

Let's swim across if the river doesn't have a ford
In this old world full of tough guys
And the bad witch when she hides the cough
We spike well in the bloodletter

In a Chinese ranch, if we find love
We enter without sleep and guarantee the rest
In a Chinese ranch, if we find love
We enter without sleep and guarantee the rest

We are scary in the dance circle
We really like the rough party
So we can plot the neck
At a fast pace in some ranchera
And proudly, raising dust

Gaucho thing, campaign vice
We clean our throat with a sip of cane
Because we are crazy from the border
We are quite crazy, crazy good
But we fear poison on the knife blade

When the blood boils, we turn our heads
By God, countryman!
No one attacks

We are quite crazy, crazy good
But we fear poison on the knife blade
When the blood boils, we turn our heads
By God, countryman!
No one attacks

We are crazy from the border
Of calm race, but with little cinch!
And on the path when the back swells
Get away, the anger is so much

We believe in a woman who is a woman
We separate the troublemakers for another wintering
And our most sophisticated drink
Is cold cane, in a samba with Fanta
And our most sophisticated drink
Is cold cane, in a samba with Fanta

We are crazy, but we are not fools
We are partners with those who are partners
In tough times and in the scuffle
We never leave a friend alone

It can be ugly, it can be beautiful
But it's our way of life
Because we are from the countryside and we like the work
That's why from time to time we shout

We are quite crazy, crazy good
But we fear poison on the knife blade
When the blood boils, we turn our heads
By God, countryman!
No one attacks

We are, we are quite crazy, crazy good
But we fear poison on the knife blade
When the blood boils, we turn our heads
By God, countryman!
No one attacks

Escrita por: Anomar Danubio Vieira / Rogério Melo