Mariposa
Escuta meu companheiro
Vou lhe contar a razão desta paixão
Que eu trago no meu coração
Que desilusão
O dia amanhece, a noite escurece
Eu sinto que cresce o meu padecer
Nem minha viola já não me consola
Nas horas amargas deste meu viver
Vou contar pra você amei com ternura
Uma criatura talvez por loucura não me compreendeu
Atrás da vaidade se foi pra cidade
A infelicidade ela recebeu porque se perdeu
declamado:
(Falo meu amigo, a mulher que casou comigo
Mãe do meu filhinho que hoje completa dez anos
Eu vivo lhe enganando, ele vive pra ela rezando
E só tem os meus carinhos
Ele pensa que ela morreu, mas não
Ela seguiu o mau caminho)
Hoje é uma mundana pior que cigana
Que pelo dinheiro vai de mão em mão
É que nem a folha que solta do galho
E o vento e orvalho judia no chão
Eu tenho compaixão
É que nem a lua que vive pra rua
Nem minha e nem sua, não é de ninguém
É uma mariposa, não sabe onde pousa
Que destino triste essa mulher tem
Não desejo a ninguém
Não desejo a ninguém
Mariposa
Escucha mi compañero
Te contaré la razón de esta pasión
Que llevo en mi corazón
Qué desilusión
El día amanece, la noche oscurece
Siento que crece mi sufrimiento
Ni mi guitarra ya me consuela
En las horas amargas de mi vivir
Te contaré que amé con ternura
A una criatura que quizás por locura no me entendió
Detrás de la vanidad se fue a la ciudad
La infelicidad recibió porque se perdió
declamado:
(Hablo, amigo mío, la mujer que se casó conmigo
Madre de mi pequeño que hoy cumple diez años
Yo vivo engañándola, él reza por ella
Y solo tiene mis cariños
Él piensa que ella murió, pero no
Ella siguió por el mal camino)
Hoy es una mundana peor que gitana
Que por dinero va de mano en mano
Es como la hoja que cae del árbol
Y el viento y rocío la maltratan en el suelo
Siento compasión
Es como la luna que vive en la calle
Ni mía ni tuya, no es de nadie
Es una mariposa, no sabe dónde posarse
Qué destino triste tiene esta mujer
No se lo deseo a nadie
No se lo deseo a nadie
Escrita por: Anacleto Rosas / Charanga