Bolero Blues
Quando eu ainda estava moço
Algum pressentimento
Me trazia volta e meia
Por aqui
Talvez à espera da garota
Que naquele tempo
Andava longe,muito longe
De existir
Tantos tristes fados eu compus
Quanto choro em vão,bolero blues
Eis que do nada ela aparece
Com o vestido ao vento
Já tão desejada
Que não cabe em si
Neste crucial momento
Neste cruzamento
Se ela olhar para trás
É bem capaz de num lamento
Acudir ao meu olhar mendigo
Mas aquela ingrata corre
E a Barão da Torre e a Vinícius de Moraes
São de repente estranhas ruas
Sem o seu vestido ficam nuas
E ao vento eu digo
-tarde demais
Quando ela já não mais garota
Der a meia-volta
Claro que não vou estar mais nem aí
Bolero Blues
Cuando todavía era joven
Algo de sentimiento
Me trajo de vuelta y media
Por aquí
Tal vez esperando a la chica
Que en ese momento
Buscado lejos, muy lejos
De Existentes
Tantos destinos tristes que compuse
Cuánto lloro en vano, bolero blues
He aquí, de la nada aparece
Con el vestido en el viento
Ya tan deseado
Eso no encaja en ti
En este momento crucial
En esta intersección
Si mira hacia atrás
Es bastante capaz de lamentar
Para ayudar a mi mendigo a mirar
Pero esa chica desagradecida corre
Y Barón da Torre y Vinícius de Moraes
De repente calles extrañas
Sin tu vestido están desnudos
Y al viento digo
Demasiado tarde
Cuando ella ya no chica
Dé la vuelta
Por supuesto, ya no me importará
Escrita por: Chico Buarque / Jorge Helder