Sonhos Soterrados (part. Toninho ZS)
Era um lamento só
Era o caos, não o cais
Foi enfim a vida que parou
Os moradores da ladeira do Calmon, em Bebedouro
De repente sentiu o mundo desabar sob os seus pés
Foi tudo tão de repente feito um bote de serpente
Intenso feito um raio, um pensamento, enfim
Era um lamento só, era o caos, não o cais
A vida desandou, desandou
Os moradores do Bom Parto, do Pinheiro e do Mutange
Dizimados pela ganância insaciável do Poder
Famílias despejadas, ruínas de um sonho
Retrato do descaso, cicatrizes tão profundas
Era um lamento só, era o caos, não o cais
Foi enfim a vida que parou, que parou - Uô uô
Quem há de falar do desespero?
Quem há de lembrar-se da aflição?
Quem há de falar do sofrimento?
Me diz quem dará a solução?
Quem há de falar do desalento?
Dos sonhos soterrados nesse chão
Sueños Sepultados (part. Toninho ZS)
Era un lamento solamente
Era el caos, no el muelle
Finalmente fue la vida la que se detuvo
Los habitantes de la ladera de Calmon, en Bebedouro
De repente sintieron el mundo derrumbarse bajo sus pies
Todo sucedió tan repentinamente como una serpiente que ataca
Intenso como un rayo, un pensamiento, al fin
Era un lamento solamente, era el caos, no el muelle
La vida se desmoronó, se desmoronó
Los habitantes de Bom Parto, Pinheiro y Mutange
Diezmados por la insaciable codicia del Poder
Familias desalojadas, ruinas de un sueño
Retrato del abandono, cicatrices tan profundas
Era un lamento solamente, era el caos, no el muelle
Finalmente fue la vida la que se detuvo, que se detuvo - Uô uô
¿Quién hablará del desespero?
¿Quién recordará la aflicción?
¿Quién hablará del sufrimiento?
Dime, ¿quién dará la solución?
¿Quién hablará de la desolación?
De los sueños sepultados en esta tierra