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Loca serrana

Chico Motta

Louca Serrana

Louca serrana, teu longo pranto
Não ameniza teu sofrimento
porque o ente a quem tu procuras
E tanto chamas, não mais existe.
De gota em gota vão tuas lágrimas
Até o fim deste teu lamento
Até que o mundo, através dos tempos
passe a contar tua história triste.

Perdeste esposo, perdeste filho
Depois caíste sob o delírio.
Porém nasceu tua desventura
Na crueldade de um assassino
Hoje as crianças que de te zombam
São insensíveis ao teu martírio
Porque não sabem do teu passado
Nem compreendem teu desatino.

Outrora bela e tão cobiçada
Viveste em plena felicidade.
Agora Louca na serra inóspita
E a vagar como um cão sem dono.
O teu esposo, o teu filhinho
Ambos estão na eternidade
Tua casinha tão solitária
No triste quadro do abandono.

Loca serrana

Loca serrana, tu largo llanto
No alivia tu sufrimiento
porque la persona a quien buscas
y tanto llamas, ya no existe.
De gota en gota van tus lágrimas
Hasta el fin de este tu lamento
Hasta que el mundo, a través de los tiempos
empiece a contar tu historia triste.

Perdiste esposo, perdiste hijo
Luego caíste en el delirio.
Pero nació tu desventura
En la crueldad de un asesino
Hoy los niños que se burlan de ti
Son insensibles a tu martirio
Porque no saben de tu pasado
Ni comprenden tu desatino.

Antes bella y tan codiciada
Viviste en plena felicidad.
Ahora Loca en la sierra inhóspita
Y vagando como un perro sin dueño.
Tu esposo, tu hijito
Ambos están en la eternidad
Tu casita tan solitaria
En el triste cuadro del abandono.

Escrita por: Chico Motta