A Vingança Azul
Vão subindo as águas feito cogumelos
Barrancos devorando com voragem
Águas batem, rebatem como martelo
Arrasando tudo sobre a margem
Arrastando animais
Bípedes plumes e implumes tão selvagens
Espalhando temporais
Para não perder a viagem
O tempo escreveu o sinal de alerta
Mas a ganância do homem não viu
É que cobiça da mente não desperta
E nessa manhã escura ninguém sorriu
E nessa manhã escura ninguém se viu
E nessa manha escura ninguém sorriu
Eu vejo a venda que vela
Os olhos do mundo dos vivos
Eu vejo a fumaça que sela
A fúria dos radioativos
E não haverá quem chore
E não adiantarão as orações
Porque depois de tanto, tanto estrago
Da ciranda dos furacões
As dores irão para o fundo do lago
As dores irão para o fundo do lago
As dores irão para o fundo do lago
A grandeza do homem (para o fundo do lago)
O orgulho das nações (para o fundo do lago)
Os acordos de paz (para o fundo do lago)
O desenvolvimento sustentável (para o fundo do lago).
La Venganza Azul
Las aguas suben como hongos
Barrancos devorando con voracidad
Las aguas golpean, repiquetean como martillo
Arrasando todo a su paso por la orilla
Arrastrando animales
Bípedos emplumados y desplumados tan salvajes
Desatando tormentas
Para no perder el viaje
El tiempo escribió la señal de alerta
Pero la codicia del hombre no vio
Es que la codicia de la mente no despierta
Y en esta mañana oscura nadie sonrió
Y en esta mañana oscura nadie se vio
Y en esta mañana oscura nadie sonrió
Veo la venda que cubre
Los ojos del mundo de los vivos
Veo el humo que sella
La furia de los radioactivos
Y no habrá quien llore
Y no servirán las oraciones
Porque después de tanto, tanto daño
De la rueda de los huracanes
Los dolores irán al fondo del lago
Los dolores irán al fondo del lago
Los dolores irán al fondo del lago
La grandeza del hombre (al fondo del lago)
El orgullo de las naciones (al fondo del lago)
Los acuerdos de paz (al fondo del lago)
El desarrollo sostenible (al fondo del lago).
Escrita por: Chico Pottier