Versos Para Um Tropeiro
Os olhos cansados do velho tropeiro
O rosto enrugado que a vida lhe fez
As mãos calejadas relembra o aramado
Das tropas de gado, só sobrou uma rês.
Arreios sovados, guardados com zelo
Relembra dos pêlos que tanto montou
Pra o velho tropeiro só resta lembrança
Dos berros de boi que o destino levou
A idade avançada já quase no fim
Relembra em mim seus tempos de piá
Quando ouvia o berrante que seu pai tocava
Pra abrir a porteira pra boiada passar
Mateando solito ao redor do braseiro
O velho tropeiro reconhece seu fim
De repente seu neto lhe faz um pedido
Me deixe o berrante de herança pra mim
Versos para un troverador
Los ojos cansados del viejo tropiezo
La cara arrugada que la vida te ha hecho
Las manos callosas que recuerdan al usuario
De las tropas ganaderas, sólo queda una
Arneses golpeados, custodiados con celo
Recuerda los pelos que has montado tanto
Para el viejo tropezador, no hay nada más que un recuerdo
De los gritos de buey que el destino ha tomado
La vejez ya casi al final
Me recuerda a tus tiempos piah
Cuando oí el grito que tocaba tu padre
Para abrir la puerta para que el ganado pase
Mató a Solito alrededor del brasero
El viejo tropiezo reconoce su fin
De repente tu nieto te pide un deseo
Déjame la reliquia para mí
Escrita por: Márcio Fava / Mauro Lanfredi