Jardim de Marieta
Minha sabiá, minha sabilê
Toda meia noite eu sonho com você
Se você duvida eu vou sonhar pra você ver!
E o trem volta é por cima da linha!
E eu vou é por fora da linha!
E o trem vai é por cima da linha!
E eu vou é por fora da linha!
Não sou de maná, nem Belém do Pará
Não sou galo de Arruda, eu não sou patuá
Não sou bengala branca, mas vou te guiar
Não sou Santa Luzia, mas faço enxergar
O enfeite de uma mesa é um garfo, é uma colher
O enfeite de uma cama é um homem, é uma mulher
Ontem eu vi um beija-flor no jardim de Marieta
Em vez de beijar a flor, foi beijar a borboleta
Eu não sou bicicleta, mas vou pedalar
Eu não sou beija-flor, mas eu vou te beijar
Eu não sou taxista, mas vou te levar
Sou de bandeira doze, eu não vou te cobrar
Branco se você soubesse o valor que o preto tem
Tu tomava banho de piche e ficava preto também
Você diz que eu sou gostoso, eu não sou gostoso assim
A mamãe não tinha talco, passou açúcar em mim
Eu não sou cavaquinho, mas eu vou te tocar
O verão tá arretado, um suquinho de cajá
Sobremesa gostosa é doce caraçá
Não sou Carlinhos Brown, mas eu vou te embalar
Biriteiro que se preza não fica em pé de balcão
Se tá bêbo vai pra casa, não procura confusão
Não reclama da cerveja, não compra fiado não
Diz que é primo da mulher quando encontra o Ricardão
Eu não sou petroleiro, mas posso gastar
Se me sacanear, eu boto pra quebrar
Dou-lhe tapa se não joga a perna pro ar
Eu não sou Capoeira, mas posso jogar
Eu sou aluno de Pastinha, Mestre Biba e Valdemar
Sou neto de menininha que cruzou meu patuá
Meu camafeu de Oxossi, meu São Jorge à me guiar
Na beleza de Oxum, na pureza de Iemanjá
Não sou marinheiro, mas gosto do mar
Em canoa furada eu não vou navegar
Jerônimo disse: O negócio é cantar
Não sou Nelson Rufino, mas vou me inspirar
Lelelê lelelê lelelê lalalá
Tem pandeiro tocando, eu boto pra quebrar
Eu não sou cavaquinho, mas eu vou te tocar
Minha nêga só eu vou te namorar
Da abóbora faz melão, do melão faz melancia
Da abóbora faz melão, do melão faz melancia
Faz não, sinhá, faz não, sinhá, faz não, faz não, fazia
Faz não, sinhá, faz não, sinhá, faz não, faz não, fazia
Jardín de Marieta
Mi sabiá, mi sabilê
Toda medianoche sueño contigo
Si dudas, voy a soñar para que lo veas!
Y el tren vuelve, es por encima de la línea!
Y yo voy es por fuera de la línea!
Y el tren va es por encima de la línea!
Y yo voy es por fuera de la línea!
No soy de maná, ni de Belém do Pará
No soy gallo de Arruda, no soy patuá
No soy bengala blanca, pero te voy a guiar
No soy Santa Lucía, pero hago ver
El adorno de una mesa es un tenedor, es una cuchara
El adorno de una cama es un hombre, es una mujer
Ayer vi un colibrí en el jardín de Marieta
En vez de besar la flor, fue a besar la mariposa
No soy bicicleta, pero voy a pedalear
No soy colibrí, pero te voy a besar
No soy taxista, pero te voy a llevar
Soy de bandera doce, no te voy a cobrar
Blanco, si supieras el valor que tiene el negro
Te bañarías en brea y también te pondrías negro
Dices que soy sabroso, no soy tan sabroso así
Mamá no tenía talco, me pasó azúcar a mí
No soy cavaquinho, pero te voy a tocar
El verano está increíble, un juguito de cajá
Un postre delicioso es dulce caraçá
No soy Carlinhos Brown, pero te voy a arrullar
Biritero que se respeta no se queda en pie de mostrador
Si estás borracho, ve a casa, no busques confusión
No te quejes de la cerveza, no compres a crédito
Dices que eres primo de la mujer cuando encuentras a Ricardão
No soy petrolero, pero puedo gastar
Si me jodes, voy a romper
Te doy un golpe si no levantas la pierna al aire
No soy Capoeira, pero puedo jugar
Soy alumno de Pastinha, Maestro Biba y Valdemar
Soy nieto de menininha que cruzó mi patuá
Mi camafeo de Oxossi, mi San Jorge a guiarme
En la belleza de Oxum, en la pureza de Iemanjá
No soy marinero, pero me gusta el mar
En canoa agujereada no voy a navegar
Jerônimo dijo: Lo que hay que hacer es cantar
No soy Nelson Rufino, pero me voy a inspirar
Lelelê lelelê lelelê lalalá
Hay pandeiro sonando, lo voy a romper
No soy cavaquinho, pero te voy a tocar
Mi negrita, solo yo te voy a enamorar
De la calabaza se hace melón, del melón se hace sandía
De la calabaza se hace melón, del melón se hace sandía
No lo hagas, sinhá, no lo hagas, sinhá, no lo hagas, no, no lo hacía
No lo hagas, sinhá, no lo hagas, sinhá, no lo hagas, no, no lo hacía
Escrita por: Nilo Penetra, Chocolate da Bahia, Lacyr Vianna