O Caboré e o Presidente
Minha gente agora eu vou lhes contar
Uma história diferente
De um menino que queria chorar
E ligou pro presidente
A inocência se confunde
Aos 9 anos de idade
De um caboré que pela 1ª vez
Vê de perto a realidade
Ói escuta o barulho do trem
Corre senão ele vai embora
Um olho piscou e no outro o trem passou
e uma favela por trás se revelou
ô mãe me diga o q significa
Toda essa gente retorcida e mal de vida
Ô mãe me esclareça por favor
Eu sou criança mas meu coração já sente dor
Verás com teus próprios olhos meu filho
O que é a força dos poderosos
Por cima de todas essas vidas
Vão passar uma vasta avenida
Pra ver gringo em seus carros sorrindo
E ter os sonhos e orgulho dessa gente
Grudando no asfalto ainda quente
Já sei o que fazer mãe ói que sei
Vou falar com o nosso presidente
Falar pr'ele ajudar toda essa gente a sobreviver
O caboré num sei de onde arranjou o telefone
Mas infelizmente não conseguiu entrar em contato com homem
Só que alguém lhe falou:
Ei menino que história é essa
Quer brincar de superômi?
Isso é apenas uma favela
Pra que fazer tanto enxame?
Mudo ele ficou e derramou uma única lágrima
Seca, amarga e solitária
Confundindo a sua inocência de criança pura
ao escutar novamente o trem lembrou das pessoas, do asfalto quente
E do presidente ausente e implorou
Ô mãe me esclareça por favor
Eu sou criança mas meu coração já sente dor
El Caboré y el Presidente
Mi gente ahora les contaré
Una historia diferente
De un niño que quería llorar
Y llamó al presidente
La inocencia se confunde
A los 9 años de edad
De un caboré que por primera vez
Ve de cerca la realidad
Escucha el ruido del tren
Corre o se irá
Un ojo parpadeó y en el otro pasó el tren
Y una favela se reveló detrás
Mamá, dime qué significa
Toda esta gente retorcida y malvivida
Mamá, aclárame por favor
Soy un niño pero mi corazón ya siente dolor
Verás con tus propios ojos, hijo mío
La fuerza de los poderosos
Por encima de todas esas vidas
Pasará una amplia avenida
Para ver extranjeros sonriendo en sus autos
Y tener los sueños y el orgullo de esta gente
Pegados al asfalto aún caliente
Ya sé qué hacer, mamá, mira que sé
Hablaré con nuestro presidente
Le pediré que ayude a toda esta gente a sobrevivir
El caboré no sé de dónde sacó el teléfono
Pero lamentablemente no pudo contactar al hombre
Pero alguien le dijo:
¡Eh, chico, ¿qué historia es esta?
¿Quieres jugar a ser superhéroe?
Esto es solo una favela
¿Por qué armar tanto alboroto?
Se quedó callado y derramó una sola lágrima
Seca, amarga y solitaria
Confundiendo su inocencia de niño puro
Al escuchar de nuevo el tren, recordó a las personas, al asfalto caliente
Y al presidente ausente, y suplicó
Mamá, aclárame por favor
Soy un niño pero mi corazón ya siente dolor
Escrita por: Fernando Catatau