Meu Padrinho Padre Cícero do Juazeiro do Norte, Olhai Pelo Cariri
Vem do céu
A luz que irradia o calor
O Nordeste chora a seca
É o Sol ardente sem temor
Os vaqueiros perdem o gado
As cangaceiras só têm dor
Meu cariri deserta
Minha caatinga não tem flor
As beatas chamam a chuva em oração
Os nordestinos clamam
Vamos semear o chão
A Igreja contestando o milagre
Que a crença de um povo superou
Canta, canta meu cordel
Sertanejo já rimou
Entre versos e provérbios
Esperança não faltou
É festa na praça
Colheita farta no Juazeiro
São iguarias, bandeirinhas e barracas
Todo o povo se abraça
Dando graça ao padroeiro
Padre Cícero no céu
Eu também tiro o chapéu
Sou Engenho exaltando o milagreiro
A fé removeu montanha
Numa ação fenomenal
Hoje de vermelho e branco
Sou sertão no Carnaval
Mi Padrino Padre Cícero de Juazeiro do Norte, Mira por el Cariri
Viene del cielo
La luz que irradia el calor
El Noreste llora la sequía
Es el Sol ardiente sin temor
Los vaqueros pierden el ganado
Las cangaceiras solo tienen dolor
Mi cariri desértico
Mi caatinga no tiene flor
Las beatas llaman a la lluvia en oración
Los nordestinos claman
Vamos a sembrar la tierra
La Iglesia cuestionando el milagro
Que la creencia de un pueblo superó
Canta, canta mi cordel
Sertanejo ya rimó
Entre versos y refranes
La esperanza no faltó
Es fiesta en la plaza
Cosecha abundante en Juazeiro
Son manjares, banderitas y puestos
Todo el pueblo se abraza
Dando gracia al patrono
Padre Cícero en el cielo
Yo también me quito el sombrero
Soy Engenho exaltando al milagrero
La fe movió montañas
En una acción fenomenal
Hoy de rojo y blanco
Soy sertón en Carnaval
Escrita por: Zé Luiz, Zé Ântonio, Haroldo Cesar Franja, Marão