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Consumantes

Cinco Nós

Consumantes

Quem sou eu? Quem é você?
Quantos de nós irão nascer?
Quais ilusões inundarão meus olhos?
Não se ama por dizer
Me atenho se eu quiser te ter
E o meu cinema e embaixo do seu vestido

Meu bem me faz tão mal
Que eu já não posso me sentir assim
E rogo à pressa para que você em mim se acabe
Se um dia eu for torpor
Te elevo a ser um desespero ardor
E abro as vistas do amor que me arde

Eu sei que é surto é absurdo
Sei que sou o dono do mundo
Mas no ápice desse instante
Fiz meu ato consumante

Sou bem mais do que se perdeu
Pois levo o que você me deu
Teus lacrimais confundem os meus olhos

Há que se sentir as palavras
Mas não vou dar minha cara a tapa
Pois o álibi da libido te abriga

Ah, não sou mais de um lugar
E aviso a quem ficar que meu lar sou eu
Se ela não quiser rever nosso sim ou nãos, porquês
Não vou lamentar

Meu bem me faz tão mal
Que já não posso me sentir assim
E rogo à pressa para que você em mim se acabe
Se um dia eu for torpor
Te elevo a ser um desespero ardor
E abro as vistas do amor que me arde

Eu sei que é surto é absurdo
Sei que sou o dono do mundo
Mas no ápice desse instante
Fiz meu ato consumante
Sei que fui o passageiro
E desvendei meu tour no corpo inteiro
Desse amor

Consumantes

¿Quién soy yo? ¿Quién eres tú?
¿Cuántos de nosotros nacerán?
¿Qué ilusiones inundarán mis ojos?
No se ama por decir
Me atengo si quiero tenerte
Y mi cine está debajo de tu vestido

Mi bien me hace tan mal
Que ya no puedo sentirme así
Y ruego a la prisa para que tú en mí te acabes
Si algún día caigo en letargo
Te elevo a ser un desespero ardiente
Y abro los ojos del amor que me quema

Sé que es un brote absurdo
Sé que soy el dueño del mundo
Pero en el apogeo de este instante
Hice mi acto consumante

Soy mucho más de lo que se perdió
Porque llevo lo que tú me diste
Tus lágrimas confunden mis ojos

Hay que sentir las palabras
Pero no voy a exponerme
Porque la coartada de la libido te protege

Ah, ya no soy de un solo lugar
Y aviso a quien se quede que mi hogar soy yo
Si ella no quiere revisar nuestro sí o no, porqués
No voy a lamentarlo

Mi bien me hace tan mal
Que ya no puedo sentirme así
Y ruego a la prisa para que tú en mí te acabes
Si algún día caigo en letargo
Te elevo a ser un desespero ardiente
Y abro los ojos del amor que me quema

Sé que es un brote absurdo
Sé que soy el dueño del mundo
Pero en el apogeo de este instante
Hice mi acto consumante
Sé que fui el pasajero
Y descubrí mi recorrido en todo el cuerpo
De este amor

Escrita por: Nano Vianna / Pedro Costa