Carvão Navalho
Relego a mim
Eu sei dizer sem verbalizar
Espera por mim
Que farta a viver sem esperar
Vai queimar com cada razão
Escandala o ar
Entoa o calor pra me envenenar
Tão perto a mim
Retalha nos pulsos o que eu menti
Vai queimar com cada emoção
Estar-te atento ao que permeia
A face autêntica sorteia
A rude estreia dourada
A mão tão suja a fé roubada
A desistência em ser-te amada
Ao fardo de guiar-se a nada
Sendo e assim não faz-se amena
Apaga um cigarro à construção
Abaixo do carvão
Navaja de Carbón
Me relego a mí
Sé decir sin verbalizar
Espera por mí
Que harta de vivir sin esperar
Va a quemar con cada razón
Escandaliza el aire
Entona el calor para envenenarme
Tan cerca de mí
Desgarra en las muñecas lo que mentí
Va a quemar con cada emoción
Estar atento a lo que permea
La cara auténtica sortea
La ruda estrena dorada
La mano tan sucia, la fe robada
La desistencia en ser amada
Al peso de guiarse a la nada
Siendo y así no se hace amena
Apaga un cigarrillo a la construcción
Debajo del carbón
Escrita por: Eduardo Verner / Lucas Valério