Paço do Rosário
Beira de rio paço do rosário se avista ao longe
As ruas tortas vão se desenhando pelo arraial
Beira de rio paço do rosário limitando a agreste
Sua janela, velha doca de barrica e pau
Água barrenta rolando sem pressa consumindo a terra
O pôr-do-sol avermelhado paço do rosário
Na velha igreja já são 6 da tarde
O povo reza o terço ave maria, mãe do céu - cruz credo!
Quem me mata é deus...
Murmúrio lento, como prece aflita, vai descendo o rio
Acompanhando o dia que se vai buscando o anoitecer
E anoitecendo, paço do rosário, quase silencia
A velha estátua caída na praça, mais um dia
Velha rameira deixa a vela acesa por virgem maria
Ave maria, mãe do céu - crus credo!
Quem me mata é deus
Paço do Rosário
A orillas del río se divisa el paço do rosário a lo lejos
Las calles torcidas se van dibujando por el arrabal
A orillas del río paço do rosário limitando lo agreste
Su ventana, vieja doca de barrica y palo
Agua turbia fluyendo sin prisa consumiendo la tierra
El atardecer rojizo paço do rosário
En la vieja iglesia ya son las 6 de la tarde
El pueblo reza el rosario ave maría, madre del cielo - ¡cruz credo!
Quien me mata es dios...
Murmullo lento, como preces afligidas, va descendiendo el río
Acompañando el día que se va en busca del anochecer
Y anocheciendo, paço do rosário, casi se silencia
La vieja estatua caída en la plaza, otro día más
Vieja ramera deja la vela encendida por virgen maría
Ave maría, madre del cielo - ¡cruz credo!
Quien me mata es dios
Escrita por: Oswaldo Montenegro