395px

Paço do Rosário

Circus Musicalis

Paço do Rosário

Beira de rio paço do rosário se avista ao longe
As ruas tortas vão se desenhando pelo arraial
Beira de rio paço do rosário limitando a agreste
Sua janela, velha doca de barrica e pau
Água barrenta rolando sem pressa consumindo a terra
O pôr-do-sol avermelhado paço do rosário
Na velha igreja já são 6 da tarde
O povo reza o terço ave maria, mãe do céu - cruz credo!
Quem me mata é deus...
Murmúrio lento, como prece aflita, vai descendo o rio
Acompanhando o dia que se vai buscando o anoitecer
E anoitecendo, paço do rosário, quase silencia
A velha estátua caída na praça, mais um dia
Velha rameira deixa a vela acesa por virgem maria
Ave maria, mãe do céu - crus credo!
Quem me mata é deus

Paço do Rosário

A orillas del río se divisa el paço do rosário a lo lejos
Las calles torcidas se van dibujando por el arrabal
A orillas del río paço do rosário limitando lo agreste
Su ventana, vieja doca de barrica y palo
Agua turbia fluyendo sin prisa consumiendo la tierra
El atardecer rojizo paço do rosário
En la vieja iglesia ya son las 6 de la tarde
El pueblo reza el rosario ave maría, madre del cielo - ¡cruz credo!
Quien me mata es dios...
Murmullo lento, como preces afligidas, va descendiendo el río
Acompañando el día que se va en busca del anochecer
Y anocheciendo, paço do rosário, casi se silencia
La vieja estatua caída en la plaza, otro día más
Vieja ramera deja la vela encendida por virgen maría
Ave maría, madre del cielo - ¡cruz credo!
Quien me mata es dios

Escrita por: Oswaldo Montenegro