395px

Nada de Nuevo

Ciro Monteiro

Nada de Novo

Papéis sem conta sobre a minha mesa
O vento espalha as cinzas que deixei
Em forma de poemas
Antigos, relidos
Perdido enfim,
Confesso, até chorei

Nada mais importa
Você passou
Meu samba sem razão
Se acabou
Um sonho foi desfeito
Alguma coisa diz
Preciso abandonar
Os versos que já fiz

Nada de novo
Capaz de despertar minha alegria
O sol, o céu, a rua
Um beijo frio, um ex-amor
Alguém partiu, alguém ficou
É carnaval

Eu gostaria de ver
Esta tristeza passar
Um novo samba compor
Um novo amor encontrar
Mas a tristeza é tão grande no meu peito
Não sei pra que a gente fica desse jeito...

(intervalo instrumental)

(repete a segunda estrofe)

(intervalo instrumental)

(repete as duas últimas estrofes)

Nada de Nuevo

Papeles sin fin sobre mi escritorio
El viento esparce las cenizas que dejé
En forma de poemas
Antiguos, releídos
Finalmente perdido,
Confieso, hasta lloré

Nada más importa
Tú te fuiste
Mi samba sin razón
Se acabó
Un sueño deshecho
Algo me dice
Que debo abandonar
Los versos que ya hice

Nada de nuevo
Capaz de despertar mi alegría
El sol, el cielo, la calle
Un beso frío, un ex-amor
Alguien se fue, alguien se quedó
Es carnaval

Me gustaría ver
Esta tristeza pasar
Componer un nuevo samba
Encontrar un nuevo amor
Pero la tristeza es tan grande en mi pecho
No sé por qué seguimos así...

(intervalo instrumental)

(repite la segunda estrofa)

(intervalo instrumental)

(repite las dos últimas estrofas)

Escrita por: