Lou Reed, Corte os Meus Pulsos Com Gilete
Você… Você… Você… Você…
Você fica chorando em sua banda de rock triste:
“Lou Reed, corte os meus pulsos com gilete,
Ao som de Radiohead…”
A minha esperança do amanhã se resume a uma cartela de lexotan.
Pra mim não importa se na Bahia é verão,
Será sempre inverno no meu coração…
Eu não me sinto acolhido na Terra da folia
E por isso faço meu rock triste, cheio de melancolia…
Eu queria ter nascido em Londres, para poder usar sobretudo.
Eu queria que chovesse 365 dias por ano,
Para que as pessoas felizes não engarrafassem a orla de Salvador,
Rumo a praia, rumo a diversão…
Eu queria que todos os dias o céu fosse cinza igual ao meu mundo interior;
E por falar em interior, eu odeio festas de interior,
Porque as pessoas são felizes e dançam e isto é inconcebível para mim.
A minha esperança do amanhã se resume a uma cartela de lexotan
Ao som de Belle & Sebastian…
Você fica cantando em sua banda de rock triste…
Lou Reed, Corta Mis Muñecas con una Gillette
Tú… Tú… Tú… Tú…
Tú sigues llorando en tu banda de rock triste:
“Lou Reed, corta mis muñecas con una gillette,
Al ritmo de Radiohead…”
Mi esperanza del mañana se reduce a una caja de lexotán.
Para mí no importa si en Bahía es verano,
Siempre será invierno en mi corazón…
No me siento acogido en la Tierra de la fiesta
Y por eso hago mi rock triste, lleno de melancolía…
Quisiera haber nacido en Londres, para poder usar un sobretodo.
Quisiera que lloviera 365 días al año,
Para que la gente feliz no colapse la costa de Salvador,
Rumbo a la playa, rumbo a la diversión…
Quisiera que todos los días el cielo fuera gris como mi mundo interior;
Y hablando de interior, odio las fiestas de pueblo,
Porque la gente es feliz y baila y eso es inconcebible para mí.
Mi esperanza del mañana se reduce a una caja de lexotán
Al ritmo de Belle & Sebastian…
Tú sigues cantando en tu banda de rock triste…