Arlequim de Bronze
Oh! deus, eu me acho tão cansada
Ao voltar da batucada
Que tomei parte lá na Praça Onze
Ganhei no samba um arlequim de bronze
Minha sandália quebrou o salto
E eu perdi o meu mulato lá no asfalto
Eu não me interessei saber
Alguém veio me dizer
Que encontrou você se lastimando
Com lágrimas nos olhos, chorando
Chora, mulato, meu prazer é de te ver sofrer
Para saber quanto eu te amei e
Quanto eu sofri para te esquecer
Eu tive amizade a você
Eu mesma não sei porquê
Reconheci você na roda sambando
Com o tamborim na mão marcando...
Agora, mulato, com você não faço desacato
Eu vou à forra e comigo tem (ora se tem)
Ou esse ano ou p'ro ano que vem...
Olha, mulato, com você não faço desacato
Eu vou à forra e comigo tem (ora se tem)
Ou esse ano ou p'ro ano que vem...
Arlequín de Bronce
Oh, Dios, me siento tan cansada
Al regresar de la batucada
En la que participé en la Plaza Once
Gané en el samba un arlequín de bronce
Mi sandalia se rompió el tacón
Y perdí a mi mulato en el asfalto
No me interesó saber
Alguien vino a decirme
Que te encontró lamentándote
Con lágrimas en los ojos, llorando
Llora, mulato, mi placer es verte sufrir
Para saber cuánto te amé y
Cuánto sufrí para olvidarte
Tuve amistad contigo
Yo misma no sé por qué
Te reconocí en la rueda bailando samba
Con el tamborim en la mano marcando...
Ahora, mulato, contigo no hago desacato
Me desquito y contigo hay (sí que hay)
Ya sea este año o el próximo año...
Mira, mulato, contigo no hago desacato
Me desquito y contigo hay (sí que hay)
Ya sea este año o el próximo año...
Escrita por: Synval Silva