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Manhattan

Clarim Diário

Manhattan

Da janela do teu quarto, pelo asfalto adentro
Vejo a rede na varanda, se não fosse tão ruim
Eu descia do meu carro, despertava o tempo
Desatava o nó dos laços, viajava pelo espaço

Eu me lembro que eu era tão feliz
Eu me lembro de viver sempre por um triz

São calçadas, são varandas, da fachada eu vejo
Pela estrada, caminhadas, o teu nome em luz neon
Do espelho da janela, meu retrato pelo avesso
Avenidas, cinderelas, em vestidos de cetim

Eu me lembro que você olhou pra mim
Não me lembro já ter visto você triste assim

Da janela eu vejo o mundo inteiro a se mover
A cada esquina que eu passo, busco alguém como você

Manhattan

Desde la ventana de tu habitación, por el asfalto adentro
Veo la hamaca en el balcón, si no fuera tan malo
Bajaría de mi auto, despertaría el tiempo
Desataría el nudo de los lazos, viajaría por el espacio

Recuerdo que era tan feliz
Recuerdo vivir siempre al límite

Son las aceras, son los balcones, desde la fachada veo
Por la carretera, paseos, tu nombre en luz de neón
En el espejo de la ventana, mi retrato al revés
Avenidas, cenicientas, en vestidos de satén

Recuerdo que me miraste
No recuerdo haberte visto tan triste

Desde la ventana veo el mundo entero moverse
En cada esquina que paso, busco a alguien como tú

Escrita por: Duda Oliveira / Pedro Schneider / Sandro Barretto - Tais Salles