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Porcelana

Claudio Agá

Porcelana

Cada toque no seu corpo
Uma resposta
Cada atalho escolhido
Um novo caminho
Me diz em qual direção você não gosta
Que eu conduza meu desejo
Que eu ofereça o meu carinho

Sentimento que é tão moço
Não desbota
Em cada beijo escondido
Redemoinhos
Me manda aquelas fotos que você posta
Que eu te toco feito arpejo
De um poeta ao cavaquinho

Sim, bebemos neste poço
É nossa hóstia
Um segredo atrevido
Que adivinho
Me traz seu coração
Mas não me mostra
Eu sou escravo do que vejo
Com a cabeça em desalinho

Entre nós não há desgosto
Não me importa
Somos lenços embebidos
No mesmo vinho
Me arranca a solidão que é tão nossa
Você se afasta; eu festejo
Você avessa; eu sozinho

Porcelana

Cada roce en tu cuerpo
Una respuesta
Cada atajo elegido
Un nuevo camino
Dime en qué dirección no te gusta
Que dirija mi deseo
Que ofrezca mi cariño

Sentimiento tan joven
No se desvanece
En cada beso escondido
Remolinos
Envíame esas fotos que publicas
Que te toque como arpegio
De un poeta al cavaquinho

Sí, bebemos de este pozo
Es nuestra hostia
Un secreto atrevido
Que adivino
Me traes tu corazón
Pero no me lo muestras
Soy esclavo de lo que veo
Con la cabeza revuelta

Entre nosotros no hay disgusto
No me importa
Somos pañuelos empapados
En el mismo vino
Arráncame la soledad que es tan nuestra
Te alejas; yo celebro
Te resistes; yo solo

Escrita por: Claudio Agá