395px

Mujer Arrasadora

Cláudio Galeno

Mulher Arrastão

Lá na rua onde eu moro
Tem uma mulher casada
Que parece um arrastão

Todo homem que ela ver
Chama logo pro um esfrega
Lá debaixo de um galpão

O seu marido e o delegado
Sabem tudo mais não quer
Que ninguém comente não

Quem comentar leva peia
Vai parar é na cadeia
Debaixo do borrachão

Nesse trem eu não vou!
Não tenho seguro de vida
O marido dela é valente
Eu não vou perder o sossego
Por uma mulher bandida

Nesse trem eu não vou!
Não tenho seguro de vida
O marido dela é valente
Eu não vou entrar no beco
Que sei que não tem saída

Ela me chamou de mole
Quando mim convidou
Pra tirar uma casquinha

Eu dei logo um fora nela
Por que eu não quero nada
Com essa mulher galinha

Mulher pra mim tem que ser
Livre e desimpedida
Ou então eu não chego junto

Quem quiser que aproveite
Que pra mim mulher casada
Tem cheiro de defunto

Nesse trem eu não vou!
Não tenho seguro de vida
O marido dela é valente
Eu não vou perder o sossego
Por uma mulher bandida

Nesse trem eu não vou!
Não tenho seguro de vida
O marido dela é valente
Eu não vou entrar no beco
Que sei que não tem saída

Mujer Arrasadora

Allá en la calle donde vivo
Hay una mujer casada
Que parece un huracán

Cada hombre que ve
Inmediatamente la invita a un roce
Allá abajo en un galpón

Su marido y el comisario
Saben todo pero no quieren
Que nadie comente nada

Quien comente recibirá una paliza
Terminará en la cárcel
Bajo el borrachón

¡En ese tren no voy!
No tengo seguro de vida
Su marido es valiente
No voy a perder la tranquilidad
Por una mujer malvada

¡En ese tren no voy!
No tengo seguro de vida
Su marido es valiente
No voy a entrar en el callejón
Que sé que no tiene salida

Ella me llamó cobarde
Cuando me invitó
A coquetear un poco

Le di un rotundo no
Porque no quiero nada
Con esa mujerzuela

Una mujer para mí tiene que ser
Libre y sin compromisos
O si no, no me interesa

Que aproveche quien quiera
Porque para mí una mujer casada
Huele a muerto

¡En ese tren no voy!
No tengo seguro de vida
Su marido es valiente
No voy a perder la tranquilidad
Por una mujer malvada

¡En ese tren no voy!
No tengo seguro de vida
Su marido es valiente
No voy a entrar en el callejón
Que sé que no tiene salida

Escrita por: José Silveira Neto (Cláudio Galeno) / Raimundo Nonato do Nascimento (Natinho da Ginga)