Mulher Arrastão
Lá na rua onde eu moro
Tem uma mulher casada
Que parece um arrastão
Todo homem que ela ver
Chama logo pro um esfrega
Lá debaixo de um galpão
O seu marido e o delegado
Sabem tudo mais não quer
Que ninguém comente não
Quem comentar leva peia
Vai parar é na cadeia
Debaixo do borrachão
Nesse trem eu não vou!
Não tenho seguro de vida
O marido dela é valente
Eu não vou perder o sossego
Por uma mulher bandida
Nesse trem eu não vou!
Não tenho seguro de vida
O marido dela é valente
Eu não vou entrar no beco
Que sei que não tem saída
Ela me chamou de mole
Quando mim convidou
Pra tirar uma casquinha
Eu dei logo um fora nela
Por que eu não quero nada
Com essa mulher galinha
Mulher pra mim tem que ser
Livre e desimpedida
Ou então eu não chego junto
Quem quiser que aproveite
Que pra mim mulher casada
Tem cheiro de defunto
Nesse trem eu não vou!
Não tenho seguro de vida
O marido dela é valente
Eu não vou perder o sossego
Por uma mulher bandida
Nesse trem eu não vou!
Não tenho seguro de vida
O marido dela é valente
Eu não vou entrar no beco
Que sei que não tem saída
Mujer Arrasadora
Allá en la calle donde vivo
Hay una mujer casada
Que parece un huracán
Cada hombre que ve
Inmediatamente la invita a un roce
Allá abajo en un galpón
Su marido y el comisario
Saben todo pero no quieren
Que nadie comente nada
Quien comente recibirá una paliza
Terminará en la cárcel
Bajo el borrachón
¡En ese tren no voy!
No tengo seguro de vida
Su marido es valiente
No voy a perder la tranquilidad
Por una mujer malvada
¡En ese tren no voy!
No tengo seguro de vida
Su marido es valiente
No voy a entrar en el callejón
Que sé que no tiene salida
Ella me llamó cobarde
Cuando me invitó
A coquetear un poco
Le di un rotundo no
Porque no quiero nada
Con esa mujerzuela
Una mujer para mí tiene que ser
Libre y sin compromisos
O si no, no me interesa
Que aproveche quien quiera
Porque para mí una mujer casada
Huele a muerto
¡En ese tren no voy!
No tengo seguro de vida
Su marido es valiente
No voy a perder la tranquilidad
Por una mujer malvada
¡En ese tren no voy!
No tengo seguro de vida
Su marido es valiente
No voy a entrar en el callejón
Que sé que no tiene salida
Escrita por: José Silveira Neto (Cláudio Galeno) / Raimundo Nonato do Nascimento (Natinho da Ginga)