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Jangadeiros Cearenses

Cláudio Nucci

Jangadeiros Cearenses

Ao vires uma jangada se afastando mar a dentro
Como um comboio frágil se arriscando no deserto
Punhal que sangra a pele desse imenso mar Atlântico
Não temas pelos homens que tripulam a madeira

Em breve, reduzida em tua íris de praiante
À frágil linha trêmula na linha do horizonte
Não temas pelos homens que tripulam a madeira
Centauros brozeados, eles riem do perigo!

São homens retos, bravos, destemidos da procela
São cearenses simples, doces, sábios de seus mares
Não buscam um dourado velocino ou qualquer glória
E, caso não retornem, suas damas serão fortes

E chorarão baixinho pra esconder sua tristeza
E a os filhos cantarão o amor e as mais belas proezas
Dos nobres jangadeiros que seu pão tiram da morte
Dos nobres jangadeiros

E a os filhos cantarão o amor e as mais belas proezas
Dos nobres jangadeiros

Jangadeiros Cearenses

Al ver una balsa alejándose mar adentro
Como un frágil tren arriesgándose en el desierto
Daga que sangra la piel de este inmenso mar Atlántico
No temas por los hombres que tripulan la madera

Pronto, reducida en tu iris brillante
A la frágil línea temblorosa en el horizonte
No temas por los hombres que tripulan la madera
¡Centauras bronceados, se ríen del peligro!

Son hombres rectos, valientes, intrépidos de la tormenta
Son cearenses sencillos, dulces, sabios de sus mares
No buscan un dorado vellocino o ninguna gloria
Y, si no regresan, sus damas serán fuertes

Y llorarán en silencio para ocultar su tristeza
Y los hijos cantarán el amor y las más bellas hazañas
De los nobles jangadeiros que sacan su pan de la muerte
De los nobles jangadeiros

Y los hijos cantarán el amor y las más bellas hazañas
De los nobles jangadeiros

Escrita por: Alano Freitas / Cláudio Nucci