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Oh Minas Gerais

Cláudio Nucci

Oh Minas Gerais

Oh Minas Gerais

Oh Minas Gerais
Oh Minas Gerais
Quem te conhece não esquece Goiás
Goiás que, aliás, jamais conheci

Oh Minas Gerais
Onde é que estás
Na música aérea das suas vogais
Na fúria plangente
Nas queixas, nos ais,
Na dor dos casais
No sangue vertido de suas vestais

Oh Minas Gerais
Oh Minas Gerais
Quem te conhece não esquece Goiás
Goiás que, aliás, jamais conheci

Oh Minas Gerais
Na noite calmosa
Que doces cantigas
Que dores gerais
Tem pena de mim
Assim não se faz
Eu vedo essa porta
Acendo esse gás
Mas assim vira jazz

Oh Minas Gerais
Oh Minas Gerais
Revira nas arcas os seus enxovais
Temporões, temporais, tanto fez, tanto faz
Invento um cais
Que doce veneno, que águas, que sais,
Os nossos destinos são tão desiguais

Oh Minas Gerais

Oh Minas Gerais

Oh Minas Gerais
Oh Minas Gerais
Quien te conoce no olvida a Goiás
Goiás que, por cierto, nunca conocí

Oh Minas Gerais
¿Dónde estás?
En la música aérea de tus vocales
En la furia plañidera
En las quejas, en los ayes,
En el dolor de las parejas
En la sangre derramada de tus vestales

Oh Minas Gerais
Oh Minas Gerais
Quien te conoce no olvida a Goiás
Goiás que, por cierto, nunca conocí

Oh Minas Gerais
En la noche tranquila
Qué dulces canciones
Qué dolores generales
Tiene piedad de mí
Así no se hace
Yo cierro esa puerta
Enciendo ese gas
Pero así se convierte en jazz

Oh Minas Gerais
Oh Minas Gerais
Revuelve en los arcones sus enseres
Tormentas, temporales, tanto da, tanto hace
Invento un muelle
Qué dulce veneno, qué aguas, qué sales,
Nuestros destinos son tan desiguales

Escrita por: Cacaso / Cláudio Nucci